O julgamento de acusados do caso Marielle Franco começa sob intensa segurança no STF. Nesta terça-feira (24), o Supremo Tribunal Federal iniciou as audiências contra cinco homens envolvidos no planejamento do homicídio da vereadora e de seu motorista em 2018, no Rio de Janeiro.
Medidas de segurança reforçadas
O STF adotou um esquema de segurança similar ao utilizado em outros processos de grande repercussão. Um plano estruturado foi implementado, envolvendo a Polícia Judicial e uma força-tarefa com apoio de policiais do Distrito Federal. As equipes de segurança funcionam 24 horas por dia, com a colaboração da Secretaria de Segurança Pública do DF.
Os réus e a denúncia
Entre os réus estão os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de encomendar o crime. Também figuram na ação o delegado Rivaldo Barbosa, considerado o mentor intelectual, e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, responsável por monitorar a rotina de Marielle. Além deles, Robson Calixto Fonseca é acusado de ocultar a arma usada no assassinato.
Fases do julgamento
A sessão do tribunal começou com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes. Após isso, a Procuradoria-Geral da República apresentará seus argumentos para a condenação dos réus. Um advogado assistente da acusação também participará, indicado por Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle.
Após as manifestações da acusação, os advogados dos réus terão até uma hora para defender suas posições. O julgamento contará com a participação dos ministros da Primeira Turma, sendo necessária a maioria de três votos para qualquer decisão.
Implicações do julgamento
Este caso, que teve grande impacto social e político, poderá trazer à tona novos desdobramentos sobre a segurança pública no Brasil. Espera-se que o julgamento não apenas busque justiça por Marielle e Anderson, mas que também sinalize um compromisso da Justiça com a elucidação de casos de violência contra figuras públicas.
