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Bebê de 1 ano morre após atendimento em UPA no Rio: entenda o caso

Bebê de 1 ano morre após atendimento em UPA no Rio: entenda o caso

A Polícia Civil investiga a trágica morte de uma criança de 1 ano e meio após atendimento em uma UPA na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na noite de quinta-feira, dia 16.

Atendimento em UPA e Primeiros Sinais

A bebê Ayla dos Santos Lahyre de Oliveira foi levada à unidade com desconforto relacionado ao nascimento dos dentes. Segundo familiares, ao chegar, a criança estava ativa e chegou até a brincar na área do parquinho.

De acordo com a tia do pai, Elizabeth Fernandes, a menina passou pela triagem e, devido à ausência de febre, foi considerada como caso não urgente, recebendo a pulseira verde. Entretanto, uma médica teria posteriormente informado sobre um quadro de infecção generalizada, o que levou à administração de medicações e injeções antes da transferência dela para outros setores da unidade.

Desdobramentos do Atendimento e Circunstâncias da Morte

Após ser informado sobre a morte, o pai, Andrey Oliveira, relatou que levou sua filha à UPA devido ao incômodo causado pelo nascimento dos dentes e que, ao chegar, a menina foi considerada estável. Em suas palavras, disseram-lhe que a filha estava bem e seria necessário aguardar devido à pulseira verde.

Durante o atendimento, a criança foi levada a várias salas, onde recebeu intervenções médicas, incluindo injeções e soro. Após essas manobras, a bebê acabou falecendo ao ser transferida para outro andar da unidade. Andrey afirmou também não ter tido acesso ao corpo de sua filha na unidade, com a informação de que estava sendo preparado para ser encaminhado ao IML.

Reações da Família e Resposta das Autoridades

Familares de Ayla reclamam da falta de acompanhamento por parte de assistentes sociais durante o atendimento e ressaltam que, até o momento, não receberam o atestado de óbito da criança. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde declarou que a direção da UPA Ilha do Governador afirmou que todo o atendimento foi realizado de acordo com os protocolos estabelecidos. A Fundação Saúde, responsável pela gestão da unidade, anunciou que abrirá uma sindicância para investigar as circunstâncias do caso.