O senador Jaques Wagner (PT), de 75 anos, é hoje candidato à reeleição pela Bahia, ao lado dos suplentes Edvaldo Brito (PSD) e Aladilce (PCdoB). Desde o início de sua vida pública, Wagner tem desempenhado um papel relevante no cenário político brasileiro, acumulando experiência como governador e ministro.
História e Carreira Política
Jaques nasceu no Rio de Janeiro, filho de imigrantes judeus poloneses, e atualmente está em seu segundo casamento com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, possuindo três filhos de seu primeiro casamento com Beth Wagner, que foi vice-prefeita de Salvador. Sua trajetória política começou na faculdade, no movimento estudantil da PUC-Rio, e, por medo da ditadura, ele se mudou para a Bahia.
No estado da Bahia, começou sua carreira profissional na indústria petroquímica, atuando no Sindiquímica-BA, onde se destacou como presidente. Sua ligação com o movimento sindical o levou a conhecer Luís Inácio Lula da Silva, colaborando na fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia.
Caminhos na Política Baiana
Em 1990, Jaques Wagner iniciou sua trajetória como deputado federal, sendo reeleito em 1994 e 1998. Apesar de algumas derrotas, como nas candidaturas à Prefeitura de Camaçari e ao governo da Bahia, ele continuou a se destacar. Em 2003, foi chamado para ser ministro do Trabalho no governo Lula, e logo depois assumiu o posto de ministro das Relações Institucionais, obtendo reconhecimentos importantes, como a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Defesa.
Em 2006, Wagner foi eleito governador da Bahia, marcando um momento significativo ao derrotar o candidato apoiado por Antônio Carlos Magalhães. Sua reeleição em 2010, com 63,83% dos votos, consolidou ainda mais sua influência no estado. Posteriormente, foi convidado por Dilma Rousseff para o Ministério da Defesa, mas decidiu abrir mão do cargo em favor de Lula.
Desafios Recentes e Propostas
Em 2018, Wagner foi eleito senador, cargo que ocupa até hoje. Apesar de sua sólida carreira, ele se viu envolvido em polêmicas recentes, incluindo investigações sobre supostos recebimentos de vantagens indevidas, conforme indicado pela Polícia Federal. Documentos apontam recusas dele em fornecer senhas de celular durante operações da PF.
No entanto, sua plataforma continua a priorizar questões ambientais, geração de empregos, defesa dos trabalhadores e fortalecimentos da agricultura familiar, além de promover a democracia e combater o autoritarismo. Ele concorre à reeleição em um cenário competitivo, onde outros candidatos, como Angelo Coronel (Republicanos) e Professora Delliana (Psol), também buscam uma vaga no Senado.
Ao longo dos anos, Wagner se firmou como uma figura importante na política baiana e brasileira, e sua reeleição pode ter um impacto significativo nas políticas e decisões que afetam a Bahia e o Brasil como um todo.



