O estado de São Paulo registrou, no ano de 2026, 18 casos de febre maculosa e 17 mortes causadas pela doença. A SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) destaca que o início precoce do tratamento é crucial, aumentando significativamente as chances de cura.
Entre as mortes no estado, três ocorreram em Piracicaba, três em Sorocaba, duas em Campinas, uma em Santo André (1), uma em São José dos Campos (1) e uma em São Bernardo do Campo. Em 2025, foram registrados 61 casos e 44 óbitos pela doença no estado.
De acordo com a SES-SP, dos casos confirmados, foram identificados os locais prováveis de infecção nas regiões dos GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica), que incluem três locais em Piracicaba, três em Campinas, três em Sorocaba, um em Santo André e um em São José dos Campos. Para os demais casos, os locais prováveis de infecção estão em investigação.
Morte em São Bernardo do Campo
Uma das 17 mortes registradas no estado ocorreu na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A vítima era uma mulher de 43 anos, que faleceu em março.
A prefeitura local relata que a mulher não procurou atendimento médico, tendo a causa identificada apenas após o óbito.
Ainda segundo a prefeitura, o Departamento de Vigilância Epidemiológica, através de ação conjunta com a CCZ (Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses), realizou ações nas proximidades do provável local de infecção, incluindo a busca por carrapatos contaminados e a aplicação de pesticidas para combate ao vetor.
Saiba como se prevenir da febre maculosa
A febre maculosa é uma doença infecciosa e febril aguda causada pela bactéria Rickettsia, que é transmitida por carrapatos como o “carrapato-estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”. Os principais sintomas incluem:
- Febre de início súbito;
- Dor de cabeça, no corpo e nas articulações;
- Fraqueza extrema, cansaço ou falta de energia;
- Erupção cutânea que aparece entre o 3º e 5º dia da doença, começando em punhos e tornozelos e se espalhando para todo o corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés.
A prevenção inclui evitar áreas infestadas por carrapatos, sempre utilizar calças compridas e botas ao transitar em regiões de risco e inspecionar a pele regularmente para remover carrapatos imediatamente, sem esmagá-los com as unhas.
Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre o contato ou permanência em áreas de risco.




