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Justiça decreta prisão de médico por morte em procedimento estético

Justiça decreta prisão de médico por morte em procedimento estético

A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do médico Marcelo Alves Vasconcelos, investigado pela morte da paciente Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos, após um procedimento de harmonização nos glúteos realizado no Recife, em janeiro de 2025. A decisão, assinada no último dia 27 de março pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, ocorre mais de um ano após o caso.

Segundo o documento, a prisão foi decretada com base no artigo 312 do CPP (Código de Processo Penal), justificando a medida pela necessidade de garantir a ordem pública e a saúde pública. A decisão também considera a possibilidade de repetição das mesmas condutas. Marcelo agora é considerado foragido pela Justiça.

O mandado também determinou a realização da audiência de instrução do processo para o dia 22 de setembro de 2026, às 8h30, em formato híbrido, permitindo participação por videoconferência.

O caso ocorreu no dia 11 de janeiro de 2025, quando Adriana se submeteu ao procedimento estético em uma clínica no Recife. Horas depois, familiares afirmaram que ela passou a sentir dores intensas após ser liberada e foi encontrada sem vida no banheiro. A morte foi registrada pela Polícia Civil de Pernambuco como “Outras Ocorrências Contra a Pessoa”.

A família da vítima denunciou que o procedimento utilizou polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, uma substância não recomendada para fins estéticos segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na ocasião, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco informou que o médico responsável pelo procedimento não possuía inscrição ativa no órgão. O conselho também apontou que, após fiscalização emergencial, ficou claro que a clínica onde o procedimento foi realizado não tinha estrutura adequada para esse tipo de intervenção.

Procurada, a defesa do médico declarou que “sempre esteve, e continuará estando, à disposição da Justiça por meio de seus advogados” e que contestará a decisão pelos meios legais cabíveis.

O advogado Lymark Kamaroff informou ainda que o caso tramita sob segredo de Justiça e que as questões médicas e técnicas serão tratadas exclusivamente no processo, com base em laudos e provas.

No entanto, a defesa argumenta que a paciente não apresentava comorbidades ou contraindicações para o procedimento, e todos os exames necessários foram realizados previamente, sem apontar impedimentos. Segundo seu posicionamento, todas as etapas teriam sido planejadas e executadas “seguindo os mais rigorosos padrões de segurança e qualidade”.

O médico não comentará o caso publicamente, de acordo com a defesa, em respeito à família, ao sigilo médico e ao andamento do processo. A equipe também declarou lamentar a morte da paciente e se solidarizar com os familiares, reafirmando que pretende comprovar, na Justiça, que o profissional atuou dentro das normas técnicas e éticas da profissão.

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Desdobramentos do Caso

O desfecho dos eventos é aguardado com grande expectativa, especialmente por parte da família da vítima e da sociedade em geral. A decisão da Justiça reflete a gravidade da situação e a necessidade de responsabilidade em procedimentos estéticos.

Posição da Defesa

A defesa destacou que o médico virá a público defender seus direitos apenas através dos procedimentos legais adequados. A intenção é esclarecer os fatos da forma correta, respeitando todos os envolvidos no caso.

Importância da Conscientização

Este caso levanta questões cruciais sobre práticas médicas em procedimentos estéticos e a responsabilidade dos profissionais envolvidos. A conscientização sobre os riscos e a escolha de profissionais qualificados são essenciais para evitar tragédias no futuro.