Marisa Monte, um ícone da MPB, celebra seus 59 anos nesta quarta-feira (1º). Natural do Rio de Janeiro, o amor pela música começou na infância, impulsionado por seu pai, Carlos Saboia Monte, diretor da renomada escola de samba Portela. Além de frequentar a tradicional quadra em Oswaldo Cruz, Marisa dedicou-se ao canto lírico, piano e bateria.
Iniciando sua carreira musical em 1982 como atriz no musical “The Rocky Horror Picture Show”, Marisa fez sua primeira gravação oficial em 1985, na trilha sonora do filme “Tropclip”. Ela chegou a estudar música na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas optou por interromper os estudos para aprimorar-se em Veneza, na Itália.
O reconhecimento de Marisa Monte no cenário musical
Após retornar ao Brasil em 1987, Marisa foi descoberta pelo jornalista e produtor musical Nelson Motta. Ele produziu seu primeiro espetáculo, “Veludo Azul”, que rapidamente lhe trouxe notoriedade entre os círculos musicais cariocas, tanto no rock quanto no jazz e na MPB.
Logo após esse sucesso, Marisa foi convidada pela TV Manchete para gravar um especial de final de ano, ainda antes do lançamento de seu álbum de estreia, “MM”. Com uma fusão de gêneros, como samba, jazz, black music, blues, bossa nova e soul, o disco, lançado em 1989, apresentou o sucesso “Bem Que Se Quis”, uma nova versão de uma canção de Pino Daniele.
Seu primeiro álbum vendeu mais de 500 mil cópias, fez parte da trilha sonora da novela “O Salvador da Pátria” e foi incluído na lista dos 100 Melhores Discos da Música Brasileira.
Parcerias que moldaram a carreira de Marisa
O segundo álbum de Marisa, “Mais”, estabeleceu suas colaborações com músicos renomados, como Nando Reis e Arnaldo Antunes, consolidando sua presença no cenário musical. O sucesso “Beija Eu”, uma colaboração com Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, ficou marcado por uma turnê notável.
O álbum “Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão”, gravado em Nova York em 1994, trouxe participações especiais de grandes nomes como Gilberto Gil e Philip Glass, além de marcar o início de sua colaboração com Carlinhos Brown.
A união de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown resultou na formação do renomado grupo Tribalistas. Sem uma típica turnê de estreia, o trio alcançou sucesso estrondoso com músicas que permanecem entre as mais tocadas do Brasil.
Faixas como “Já Sei Namorar”, “Velha Infância” e “Carnavalizar”, do álbum homônimo ao grupo, venderam cerca de 1,5 milhão de cópias e abriram portas em diversos países, rendendo ao grupo o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro.
O retorno exitoso de Marisa Monte
Após o enorme sucesso com o Tribalistas, Marisa Monte voltou ao foco solo em 2006, lançando os discos “Infinito Particular” e “Universo ao Meu Redor” simultaneamente. Juntas, essas obras venderam mais de 900 mil cópias, consolidando-a como uma das maiores estrelas da música brasileira.
Com a mudança para a gravadora Sony, Marisa investiu em novos projetos, explorando o audiovisual através de “Cinephonia”, que digitalizou e preservou 30 canções de seu rico repertório. Este projeto funcionou como um arquivo de suas obras, incluindo gravações de shows icônicos, como a de “Acontecimento”.
Seu álbum mais recente, “Portas”, foi gravado durante a pandemia, com sessões em estúdios no Rio e colaborações remotas em cidades como Lisboa, Los Angeles e Nova York. Este trabalho conta com arranjos de renomados músicos e participações especiais de artistas como Seu Jorge e Flor.
Marisa Monte lança música inédita durante show no Rio de Janeiro

