A Polícia Civil de São Paulo está em destaque após identificar Laessio Rodrigues de Oliveira como o mentore do roubo de arte mais audacioso do país. Em dezembro de 2025, a Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital paulista, foi alvo de um roubo que chamou a atenção das autoridades e do público.
Laessio é conhecido por ser o maior ladrão de obras de arte do Brasil e, segundo a investigação, ele foi o responsável pelo planejamento detalhado da ação criminosa. O foco da operação era a inserção das peças no mercado clandestino de arte, o que reforça a complexidade dos crimes que envolvem obras de alto valor histórico e artístico.
Mais do que um simples ladrão, Laessio tem um histórico robusto de envolvimento em crimes semelhantes, tendo sido alvo de investigações anteriores relacionadas ao furto e à comercialização ilegal de obras de arte. Sua notoriedade o coloca em uma lista de criminosos de alto perfil no Brasil, e a polícia acredita que ele faz parte de uma organização criminosa que opera com divisão de funções, abrangendo execução do roubo, ocultação das peças e negociação com intermediários do mercado ilegal.
Operação contra o roubo na Biblioteca
Na última sexta-feira (22), uma operação realizada pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas resultou em mandados de prisão e busca e apreensão sendo cumpridos em diversas localidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. Durante essa ação, três suspeitos relacionados ao roubo da biblioteca foram presos. A polícia também apreendeu quadros de procedência duvidosa e celulares, os quais serão submetidos a análise por perícia.
A operação, liderada pelo delegado Ronald Quene, representa um esforço significativo para combater o tráfico de arte no Brasil, um problema que não apenas envolve a perda de patrimônio cultural mas também presença de organizações criminosas altamente estruturadas.
Tentativa de corrupção e as consequências
Além do recente roubo, Laessio e um associado, Carlos Leandro Ferreira da Silva, já haviam sido detidos pela Polícia Federal em uma ação que envolveu a tentativa de corromper um agente de segurança com o intuito de facilitar novos furtos de obras de arte. Essa conexão revela a gravidade da situação, mostrando que os envolvidos não se limitam a ações de roubo, mas também tentam subverter as instituições de segurança pública.
A CNN Brasil tem tentado contatar a defesa de Laessio e Carlos, mantendo o espaço aberto para um posicionamento que, até o momento, não foi divulgado. É crucial que a sociedade esteja informada sobre a luta contínua das autoridades para erradicar práticas ilegais que ameaçam o patrimônio cultural brasileiro.
Relembre o roubo na Biblioteca Mário de Andrade
O furto na Biblioteca Mário de Andrade, que ocorreu na manhã do dia 7 de dezembro, resultou na subtração de 13 obras de arte e documentos históricos. Informações iniciais da Polícia Militar apontam que dois homens armados invadiram o local, rendendo uma vigilante e um casal de idosos presentes na biblioteca. Após o crime, os criminosos fugiram em direção ao metrô Anhangabaú.
Entre as obras subtraídas, estavam oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, além de cinco gravuras do renomado artista Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”. Essas peças eram parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, que contemplava uma parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. O alto valor histórico das obras torna o roubo ainda mais impactante.
A importância de preservar o patrimônio cultural
O roubo de obras de arte, especialmente em locais tão significativos como a Biblioteca Mário de Andrade, traz à tona a discussão sobre a segurança do patrimônio cultural no Brasil. As autoridades devem intensificar suas ações para garantir a proteção e a preservação desse patrimônio, que é fundamental para a identidade e a história do país. A importância de uma resposta eficaz à criminalidade que ameaça a cultura brasileira não pode ser subestimada.
As imagens de câmeras de segurança obtidas pela CNN Brasil mostram a audácia dos ladrões, que em plena luz do dia transportavam as obras roubadas pelas ruas de São Paulo. Em um dos vídeos, é possível ver a dupla retirando os objetos de dentro de um carro e, em um ato de desespero, abandonando algumas das peças encostadas em uma parede enquanto tentavam escapar. Essa cena trágica destaca não apenas a impunidade da criminalidade, mas também a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.
O caso à Biblioteca Mário de Andrade serve como um lembrete da vulnerabilidade das instituições culturais, e destaca a importância de uma vigilância contínua para proteger nosso patrimônio, que vai muito além de objetos: são histórias, memórias e a própria cultura de um povo.



