A PF (Polícia Federal) abriu um inquérito para investigar o aparecimento de manchas azuis e amarelas na areia e no mar da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador (BA). A informação foi confirmada à reportagem da CNN Brasil por uma fonte ligada à investigação, que informou ainda que uma perícia técnica foi solicitada no local.
A entrada da PF no caso reforça a gravidade da situação ambiental e os possíveis riscos à saúde pública. A praia está interditada desde o dia 11 de março, após laudos do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia) apontarem a presença de cobre e nitrato na água e na faixa de areia da região.
As investigações começaram depois que moradores registraram, em vídeos compartilhados nas redes sociais, líquidos de coloração azul e amarela escorrendo pela areia em direção ao mar.
Segundo o Inema, o líquido amarelo indicou presença de nitrato, enquanto a substância azul revelou concentração de cobre. Os materiais foram encontrados em uma área localizada atrás da empresa Terminal Itapuã, responsável por operações de estocagem e movimentação de graneis sólidos.
Irregularidades nas atividades do Terminal Itapuã
Após inspeções técnicas, o órgão ambiental afirmou ter identificado irregularidades e concluiu que existe correlação entre a contaminação e as atividades operacionais da empresa. Por conta disso, as atividades do terminal também foram interditadas temporariamente pelo Inema.
Em nota, o órgão disse ainda que a medida tem caráter preventivo e foi adotada para “resguardar a saúde pública e proteger o meio ambiente”. Foi explicado também que foi determinada a instalação de placas de advertência e restrição de acesso na área afetada, frequentada diariamente por banhistas, pescadores e comerciantes.
Impactos na comunidade local
A praia de São Tomé de Paripe é considerada uma das mais bonitas do Subúrbio Ferroviário de Salvador, marcada pelas águas calmas e pela proximidade com a Base Naval de Aratu, motivo pelo qual também é chamada de “praia dos presidentes”. Moradores e pescadores relatam prejuízos desde a interdição. Ambulantes afirmam que o movimento caiu drasticamente, afetando a renda de dezenas de famílias que dependem da atividade na praia naquela região.
A situação gerou preocupações entre a população local, que teme pela saúde pública e pelo impacto econômico da interdição. Com a praia interditada, o turismo e as atividades pesqueiras sofreram consequências severas, levando a um aumento da insatisfação entre os trabalhadores da região.
Ações e fiscalização ambiental
Cobrando por respostas, a comunidade exige ações imediatas das autoridades competentes. A PF, junto ao Inema, continua a investigar o incidente para garantir que os responsáveis sejam penalizados e que medidas preventivas sejam implementadas. Além disso, é crucial que as atividades do Terminal Itapuã sejam reavaliadas para evitar futuros ocorrências de contaminação.
A CNN Brasil tenta contato ainda com a empresa Terminal Itapuã. O caso segue sendo investigado, e espera-se que as autoridades mantenham a população informada sobre as ações que serão adotadas para resolver essa questão crítica.




