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Casos de síndrome respiratória crescem em bebês no Brasil

O aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos no Brasil está gerando preocupações em várias regiões. Conforme o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 16 de abril, o vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal culpado pelas internações nesta faixa etária, enquanto as hospitalizações por Covid-19 estão em queda.

Causas do aumento de SRAG

Os dados referem-se à Semana Epidemiológica 14, com monitoramento contínuo das hospitalizações por SRAG, ações de vigilância e resposta a eventos em saúde pública. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, destacou a gravidade do VSR, que é uma das principais causas de internação infantil, especialmente por bronquiolite. A vacinação de gestantes a partir da 28ª semana é essencial para proteger os recém-nascidos.

Grupos em risco e vacinação

Além do VSR, o aumento das internações por influenza A em várias partes do Brasil é alarmante. É fundamental que os grupos prioritários busquem a vacinação anual. Apesar da estabilidade nos casos ao longo do tempo, 14 estados estão em níveis de alerta, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas, incluindo regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Tendências e preocupações atuais

Entre as capitais, 14 apresentam níveis de alerta ou risco de aumento a longo prazo, como Belém e Recife. Embora os casos por rinovírus estejam estabilizados ou em queda na maioria do país, ainda há crescimento em estados como Pará e Mato Grosso. Até agora, 37.244 casos de SRAG foram registrados, com uma predominância significativa do rinovírus e da influenza A entre as infecções recentes.

A mortalidade associada à influenza A também é preocupante, representando 40,8% das mortes por SRAG, seguida por rinovírus e Covid-19. A situação continua a evoluir, e a vigilância e vacinação são fundamentais para proteger as populações mais vulneráveis.