Polícia

Justiça do Rio condena PMs por fraude no caso Kathlen Romeu e avança

Justiça do Rio condena PMs por fraude no caso Kathlen Romeu e avança

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou, recentemente, três policiais militares por fraude na cena da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, que tinha apenas 24 anos e estava grávida quando foi baleada em 2021 no Complexo do Lins. O caso gerou grande repercussão e a decisão foi proferida pela 6ª Câmara Criminal, que reformou a sentença anterior da Auditoria Militar.

Comportamento fraudulento dos policiais

Os agentes envolvidos, Rodrigo Correia de Frias, Marcos Felipe da Silva Salviano e Rafael Chaves de Oliveira, foram condenados com base na Lei de Abuso de Autoridade. A penalidade imposta foi de 2 anos e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, além de 15 dias-multa. O tribunal ainda determinou a suspensão condicional da pena por três anos.

Manipulação das evidências

A investigação revelou que os policiais levaram à Delegacia de Homicídios cápsulas de munição calibre 9 mm junto a um carregador de fuzil calibre 5.56, supostamente para corroborar uma versão de confronto armado. No entanto, o tribunal concluiu que esses elementos foram inseridos de maneira inadequada, visando alterar a investigação sobre a verdadeira origem do disparo que atingiu Kathlen.

O contexto e as próximas etapas do processo

Com base no acórdão, ficou evidenciado que não houve troca de tiros no local do crime. O relator do caso, desembargador Marcelo Castro Anátocles da Silva Ferreira, votou favoravelmente ao recurso do Ministério Público, e os demais magistrados o acompanharam. A apuração acerca da identidade do autor do disparo que vitimou Kathlen segue em um processo separado no Tribunal do Júri, onde dois dos policiais condenados também são réus.

O caso de Kathlen é um triste exemplo do que pode ocorrer quando há manipulação das evidências e abuso de autoridade por parte das forças de segurança. A sociedade aguarda com expectativa a continuidade das investigações e a responsabilização adequada de todos os envolvidos.