A operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres resultou em um desfecho trágico com a morte de Leandro Silva Souza. Esta situação gera polêmica, com diferentes versões vindas da corporação e da família da vítima.
Versões Divergentes da Tragédia
De acordo com Roberta Ferro Hipólito, a viúva de Leandro, os policiais não trocaram tiros nem houve qualquer situação de refém na residência. Ela relata que a PM utilizou uma granada para arrombar a porta e disparou assim que entrou no imóvel. Durante o episódio, ela menciona ter ouvido ordens dos agentes para a entrega de armas antes da explosão e dos tiros.
A Última Defesa de Leandro
Roberta compartilhou um momento crucial, revelando que Leandro tentou avisar os policiais sobre a presença de moradores no local. “A última palavra que ele deu foi ‘aqui tem morador, aqui tem trabalhador’, e o tiro veio e pegou na cabeça dele”, afirmou. Até o momento, a Polícia Militar não se posicionou especificamente sobre as alegações feitas pela viúva.
Objetivo da Ação Policial
A operação da PM, realizada em uma quarta-feira, tinha como alvo o traficante conhecido como “Jiló”. A PM comunicou que, conforme as informações, seis suspeitos invadiram uma residência e fizeram um casal refém. A ação, que abrangeu várias comunidades, visava combater crimes como roubo de veículos e tráfico de drogas com base em dados de inteligência. De acordo com a corporação, houve um confronto com criminosos, resultando em episódios de violência e o falecimento de alguns envolvidos, incluindo Jiló.
A PM também relatou ferimentos em dois policiais durante a ação. Após a operação, foram registradas tentativas de vandalismo e incêndio a ônibus nas proximidades, resultando na prisão de cinco indivíduos.




