Antes de Wagner Moura, antes de Fernanda Torres, antes até de Fernanda Montenegro, o Brasil já tentava conquistar Hollywood. A relação do Brasil com o Oscar começou muito antes de “Ainda Estou Aqui” — e neste domingo (15), pode ganhar um novo capítulo.
A história do Brasil no Oscar é rica e emocionante, acumulando 26 indicações em 15 categorias diferentes desde 1945, quando o compositor Ary Barroso concorreu a Melhor Canção Original por “Rio de Janeiro”, do filme “Brasil“.
Ao longo de mais de oito décadas, o cinema brasileiro teve presença marcante na premiação com obras como “Central do Brasil” (1999), “Cidade de Deus” (2004) e “Ainda Estou Aqui” (2025) — este último responsável pela única vitória brasileira na história da cerimônia, ao vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.
As Indicações e Sucessos
As 26 indicações são as seguintes:
- Ary Barroso, Melhor Canção Original, Brasil (1945)
- Tetê Vasconcellos, Melhor Documentário, El Salvador: Another Vietnam (1982)
- Héctor Babenco, Melhor Diretor, O Beijo da Mulher Aranha (1986)
- Melhor Filme Internacional, O Pagador de Promessas (1963)
- Melhor Filme Internacional, O Quatrilho (1996)
- Melhor Filme Internacional, O Que É Isso, Companheiro? (1998)
- Fernanda Montenegro, Melhor Atriz, Central do Brasil (1999)
- Melhor Filme Internacional, Central do Brasil (1999)
- Paulo Machline, Melhor Curta-Metragem em Live-Action, Uma História de Futebol (2001)
- Fernando Meirelles, Melhor Diretor, Cidade de Deus (2004)
- Bráulio Mantovani, Melhor Roteiro Adaptado, Cidade de Deus (2004)
- Daniel Rezende, Melhor Edição, Cidade de Deus (2004)
- Carlos Saldanha, Melhor Curta-Metragem de Animação, Gone Nutty (2004)
- Sérgio Mendes e Carlinhos Brown, Melhor Canção Original, Rio (2012)
- Juliano Salgado, Melhor Documentário, O Sal da Terra (2015)
- Alê Abreu, Melhor Filme de Animação, O Menino e o Mundo (2016)
- Carlos Saldanha, Melhor Filme de Animação, O Touro Ferdinando (2018)
- Petra Costa e Tiago Pavan, Melhor Documentário, Democracia em Vertigem (2020)
- Pedro Kos, Melhor Documentário de Curta-Metragem, Onde Eu Moro (2022)
- Maria Carlota Bruno e Rodrigo Teixeira, Melhor Filme, Ainda Estou Aqui (2025)
- Fernanda Torres, Melhor Atriz, Ainda Estou Aqui (2025)
- Melhor Filme Internacional, Ainda Estou Aqui (2025) — vencedor
- Wagner Moura, Melhor Ator, O Agente Secreto (2026)
- Melhor Filme Internacional, O Agente Secreto (2026)
- Gabriel Domingues, Melhor Direção de Elenco, O Agente Secreto (2026)
- Adolpho Veloso, Melhor Fotografia, Sonhos de Trem (2026)
A critério da contagem, a Academia exige que ao menos um dos indicados na categoria tenha cidadania brasileira.
Aceleração nos Últimos Anos
O ritmo se acelerou nos últimos dois anos. Em 2025, “Ainda Estou Aqui” chegou a três indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz para Fernanda Torres.
Em 2026, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro nomeações. A isso se soma a indicação de Adolpho Veloso a Melhor Fotografia pelo filme norte-americano “Sonhos de Trem“, totalizando cinco brasileiros ainda com resultados em aberto.
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