A PF (Polícia Federal) do Rio de Janeiro desencadeou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Corte Raso, com o objetivo de coibir um esquema de desmatamento ilegal, que está ligado à expansão de imóveis em área pertencente ao Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Durante a operação, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão no bairro Jardim Botânico, na zona sul fluminense. A ação conta com o apoio do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do próprio instituto.
Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de uma denúncia apresentada pelo Jardim Botânico, que indicava a existência de obras irregulares em imóveis situados na Rua João Evangelista da Rosa, área sob a proteção da instituição.
Irregularidades no Jardim Botânico
A PF identificou indícios de irregularidades graves e contínuas, envolvendo o corte indevido de árvores nativas da Mata Atlântica e a expansão de imóveis em uma área considerada não edificável.
Os responsáveis pelas propriedades foram notificados, mas, mesmo assim, teriam persistido nas práticas ilegais e adotado atitudes hostis em relação aos servidores do JBRJ.
Consequências das Ações Ilegais
Os envolvidos podem enfrentar acusações de crimes ambientais relacionados à destruição de vegetação nativa da Mata Atlântica. Esse desmatamento inclui corte de árvores em áreas de preservação permanente, danos a unidades de conservação, construção em solo não edificável, invasão de terras da União e desobediência às notificações recebidas.
Combinadas, as penas para esses crimes podem atingir até 19 anos de reclusão, além de multas significativas, que visam coibir a degradação ambiental e proteger os recursos naturais vitais da região.
