Após a definição do segundo turno das eleições de 2026, no último domingo (4), os institutos de pesquisas eleitorais já se preparam para lançar novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Este cenário revela a importância das pesquisas para a politicalização do eleitorado e como estas influenciam diretamente as estratégias dos candidatos.
Em outros seis estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins — e no Distrito Federal, os eleitores também voltarão às urnas no próximo dia 25 para eleger seus governadores. O panorama eleitoral a ser desenhado nesses estados poderá impactar o resultado geral da eleição presidencial, levando em consideração as alianças e os apoios que os governadores podem oferecer a Lula ou Flávio Bolsonaro.
Expectativas para as novas pesquisas eleitorais
Com a aproximação dos novos levantamentos, o instituto Datafolha retorna às ruas para realizar entrevistas que serão publicadas na próxima quinta-feira (8). Essas pesquisas têm como objetivo captar as intenções de voto dos eleitores e têm importância fundamental na formação de opinião pública.
Serão registradas seis pesquisas para essa data: uma para estimar as intenções de voto na disputa presidencial, e outras cinco para embates estaduais nas seguintes localidades:
- Rio de Janeiro;
- Pernambuco;
- Distrito Federal;
- São Paulo;
- Minas Gerais.
É importante ressaltar que três desses estados já tiveram um desfecho para o comando do Executivo local, o que poderá levar à suspensão das sondagens ali realizadas. Essa dinâmica é recorrente no processo eleitoral brasileiro, onde o cenário muda rapidamente e influencia a percepção do eleitor.
Detalhes sobre os institutos de pesquisa
No mesmo dia em que o Datafolha divulga seus índices, o instituto PoderData também apresentará seu panorama para a disputa nacional. Seus dados são coletados através de entrevistas realizadas por telefone, uma metodologia que é bastante comum, mas que ainda gera debates sobre sua eficácia frente a novos métodos digitais que têm ganhado espaço.
Na sexta-feira (9), outros dois institutos, AtlasIntel e Vox Brasil, divulgarão estimativas para a competição entre Lula e Flávio Bolsonaro. O AtlasIntel utiliza um método inovador, o recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), que seleciona os entrevistados durante a navegação na internet. Por outro lado, a Vox Brasil realiza suas entrevistas de forma presencial. Essa diversidade de metodologias enriquece o panorama e oferece uma visão mais abrangente sobre a intenção de voto da população.
O desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno com 56,1 milhões de votos, representando 47,03% do total, enquanto Lula acumulou 53,8 milhões de eleitores, somando 42,16%. Esses números tornam a disputa acirrada e elevam as expectativas para o segundo turno, onde cada voto será primordial para a definição do próximo presidente do Brasil.
Além disso, em 20 estados, governadores foram eleitos já no primeiro turno. Estes foram:
- Alagoas;
- Amapá;
- Bahia;
- Ceará;
- Goiás;
- Maranhão;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Minas Gerais;
- Pará;
- Paraíba;
- Paraná;
- Pernambuco;
- Piauí;
- Rio Grande do Sul;
- Rondônia;
- Roraima;
- Santa Catarina;
- São Paulo;
- e Sergipe.
O resultado destes governadores pode ter um papel crucial na disposição de forças para o segundo turno, configurando um panorama que poderá beneficiar um candidato em detrimento do outro. As interações entre as questões estaduais e a disputa presidencial evidenciam a complexidade do processo eleitoral brasileiro e a necessidade de estratégias robustas por parte de ambos os candidatos.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder




