Polícia

Mais da metade das vítimas de violência sexual são crianças.

Mais da metade das vítimas de violência sexual são crianças.

Em 2025, o Brasil enfrentou um alarmante aumento nas violências contra mulheres, com as crianças e adolescentes representando 56,5% das vítimas de violência sexual. A pesquisa “Elas Vivem: a urgência da vida”, da Rede de Observatórios da Segurança, revela que dos 961 casos de violência sexual registrados, 543 eram menores de idade.

O crescimento das ocorrências é preocupante, com uma escalada de 56,6% em relação ao ano anterior, subindo de 602 para 961 casos. Os dados foram coletados em nove estados, evidenciando a gravidade da situação.

Números alarmantes por estado

Os números mostram como a violência sexual atinge diversas regiões do Brasil:

  • São Paulo – 191 | 68 vítimas eram menores de idade (35,6%)
  • Rio de Janeiro – 95 | 29 vítimas eram menores de idade (30,5%)
  • Piauí – 53 | 23 vítimas eram menores de idade (43,4%)
  • Pernambuco – 22 | 10 vítimas eram menores de idade (45,5%)
  • Pará – 123 | 71 vítimas eram menores de idade (62,8%)
  • Maranhão – 23 | 9 vítimas eram menores de idade (39,1%)
  • Ceará – 26 | 14 vítimas eram menores de idade (53,9%)
  • Bahia – 75 | 43 vítimas eram menores de idade (57,3%)
  • Amazonas – 353 | 277 vítimas eram menores de idade (78,4%)

No total, foram registradas 4.558 mulheres vítimas de algum tipo de violência, refletindo um aumento de 9,0% em comparação com 2024.

Feminicídios em foco

Além da violência sexual, o Brasil viu 1.568 feminicídios em 2025, marcando uma alta de 4,7%. Desde a criação da Lei do Feminicídio em 2015, mais de 13.700 mulheres foram assassinadas devido à sua condição de sexo feminino. O aumento dos registros de feminicídio entre 2021 e 2025 chega a 14,5%, o que reforça a necessidade urgente de atenção para este problema.

Padrões de violência

Uma análise de 5.729 casos de feminicídio entre 2021 e 2024 mostra que 59,4% das vítimas foram mortas por companheiros, revelando um padrão preocupante de violência íntima. A maioria dos crimes ocorre nas residências, evidenciando a vulnerabilidade das mulheres dentro de seus próprios lares.

Os dados reforçam a necessidade de estratégias eficazes de prevenção e atendimento às vítimas. Apesar da criação de medidas protetivas, muitas ainda enfrentam situações de risco extremo. É essencial que as autoridades e a sociedade se unam para reverter esse cenário e oferecer proteção adequada às vítimas.