Política

Lula tenta evitar abstenção; Flávio busca apoio decisivo amanhã

Lula tenta evitar abstenção; Flávio busca apoio decisivo amanhã

Na véspera do primeiro turno da eleição presidencial, o foco da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva é combater a abstenção de eleitores, especialmente entre aqueles que têm maior propensão a não comparecer às urnas. Por outro lado, a estratégia de Flávio Bolsonaro gira em torno do incentivo ao voto útil, visando consolidar seu apoio entre os eleitores de direita.

Preocupações com a Abstenção

A abstenção, ou seja, o número de pessoas que decide não votar, tipicamente é maior entre grupos que tendem a apoiar Lula. Eleitores com mais de 70 anos e aqueles de classes sociais mais baixas são exemplos de perfis suscetíveis a não comparecer. Para combater essa situação, o ex-presidente tem reforçado em seus discursos a importância de que o eleitor “70+” vá às urnas. O PT mobiliza campanhas específicas para incentivar a participação dos idosos, informando que o voto também pode servir como prova de vida do INSS.

Estratégias de Campanha

A campanha de Lula expressa alívio com os últimos resultados das pesquisas de intenção de voto, que mostram uma leve melhora em sua posição. A liderança em Minas Gerais, conforme apontado por institutos como o Datafolha, é vista como uma conquista significativa. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro intensifica seu chamado por um voto útil, incentivando eleitores que ponderam candidatos de direita a optarem por ele no primeiro turno. Sua mensagem principal é clara: “não deixe para depois o que você pode já fazer no primeiro turno”. O senador busca assim capturar votos de adversários que, embora estejam com percentuais baixos nas pesquisas, podem ser decisivos no resultado final.

Perspectivas e Desafios

Aliados de Flávio estão focados no apelo ao voto útil entre eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Romeu Zema e Renan Santos. Mesmo sem um apoio oficial de seus partidos, a campanha trabalha com a crença de que cada voto pode fazer uma grande diferença. Flávio vai além e declara que é possível vencer no primeiro turno, apesar da admissão de sua equipe de que isso é um cenário improvável. O ideal deles é sair à frente de Lula no primeiro turno para, então, vencê-lo no segundo.

Tanto Lula quanto Flávio escolheram o estado de São Paulo para suas últimas agendas antes da eleição. Enquanto o petista planeja uma caminhada tradicional na Rua Augusta, na capital, Flávio opta por uma carreata que se estende entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana. Para finalizar suas atividades de campanha, ele também realizará uma carreata no Rio de Janeiro.

Essas estratégias contrastantes refletem o clima tenso e competitivo da véspera da eleição, onde cada candidato busca maximizar seu apoio e minimizar as possibilidades de abstenção entre os eleitores que tendem a votar na sua plataforma. Com os olhares voltados para o primeiro turno, a dinâmica entre esses dois candidatos continua a ser decisiva para o futuro da eleição presidencial.