A Justiça do Rio de Janeiro agendou o júri do caso Patrícia Amieiro para 19 de abril de 2027, às 11h. A decisão foi tomada em 16 de setembro pela 1ª Vara Criminal, após a revisão de uma questão levantada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) que diz respeito ao desaparecimento da engenheira.
Inicialmente, o julgamento estava programado para 5 de agosto, mas foi suspenso pelo STJ. O ministro Antonio Saldanha identificou uma irregularidade na adição de uma nova testemunha ao processo, o que levou à mudança de data. A defesa questionou a inclusão do depósito de um taxista que, em 2020, se apresentou ao Ministério Público do Rio de Janeiro.
O novo depoimento foi aceito após o término da fase de coleta de provas e próximo ao julgamento, gerando objeções. O ministro considerou que o julgamento deveria se basear unicamente nas evidências autuadas na data do julgamento original, mantendo o foco nas testemunhas previamente mencionadas durante o processo.
Retrospectiva do Caso Patrícia Amieiro
Patrícia Amieiro desapareceu em junho de 2008, quando o carro em que estava foi atingido por disparos de policiais militares na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
O veículo foi encontrado abandonado próximo ao Canal de Marapendi, com evidências de tiros, vidro traseiro estilhaçado e o porta-malas aberto. O corpo da engenheira permanece desaparecido.
Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público. Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento são acusados de tentativa de homicídio, supostamente por atirarem contra o carro e retirarem Patrícia ainda viva.
Os réus Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira enfrentam acusações de fraude processual, ao tentarem alterar a cena do crime para proteger os outros membros da equipe policial.
No ano de 2019, Maranhão e Nascimento foram condenados a três anos de prisão por fraude, mas absolvidos da acusação de tentativa de homicídio. Santana e Oliveira também foram absolvidos.
Depoimento Controverso do Taxista
Em 2020, um taxista se apresentou espontaneamente ao Ministério Público, afirmando ter estado imediatamente atrás do carro de Patrícia na madrugada do crime. Segundo a família da engenheira, ele declarou ter visto Patrícia ser removida do veículo ainda viva e movendo os braços, sendo levada pelos policiais.
Após anos de espera, a família de Patrícia continua em busca de esclarecimentos sobre seu desaparecimento. Em uma entrevista à CNN Brasil, Adryano Amieiro, irmão de Patrícia, enfatizou que o depoimento do taxista representa a descoberta de uma testemunha ocular disposta a compartilhar o que presenciou na fatídica noite.
A luta da família por justiça e a busca por respostas persiste, ilustrando a complexidade e o impacto humano por trás do caso de Patricia Amieiro. O desfecho do júri agendado pode trazer enfin respostas cruciais para a saga que envolve o desaparecimento da engenheira.




