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Brasil cria 121,3 mil empregos formais em setembro de 2023

Brasil cria 121,3 mil empregos formais em setembro de 2023

O Brasil criou 121.305 vagas de trabalho formal em setembro deste ano, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (4) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Este número reflete a dinâmica do mercado de trabalho formal no país, revelando tanto oportunidades quanto desafios.

O saldo é resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos registrados no período. Contudo, essa criação de empregos representa uma queda de 43,5% em relação a setembro de 2025, quando o Brasil registrou a abertura de 214.609 empregos com carteira assinada. Na comparação com agosto deste ano, que contabilizou 161.062 postos de trabalho formal, o resultado de setembro apresentou uma retração de 24,7%. Assim, é fundamental monitorar essa evolução para entender os impactos na economia e na vida dos trabalhadores.

Nos primeiros nove meses de 2026, o Brasil acumula a criação de 1.248.914 empregos formais, isso indica uma queda de 27,9% se comparado ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1.731.398 vagas. Esses dados não apenas revelam um cenário duvidoso para a empregabilidade, mas também evidenciam a necessidade de estratégias eficazes para reverter essa situação.

Geração de empregos e setores em destaque

Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o saldo de empregos com carteira assinada atingiu 787.073 postos, representando um crescimento de 1,65% no estoque de vínculos. Com o resultado de setembro, o estoque de empregos formais no país chegou a 48.359.577 vínculos ativos.

Em setembro, quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo na geração de empregos formais, destacando-se o setor de serviços com a criação de 81.241 postos de trabalho, um crescimento de 0,34% em relação ao mês anterior. Dentro desse setor, as atividades administrativas e serviços complementares foram responsáveis por 18.386 vagas, e o segmento de saúde humana e serviços sociais contribuiu com 15.403 postos.

A indústria também teve um desempenho favorável, registrando 19.285 empregos formais, enquanto o comércio viu a criação de 15.697 vagas. A construção civil gerou 9.468 postos de trabalho, sendo que as obras de infraestrutura responderam por 4.669 novas vagas. Em contraste, o setor agropecuário foi o único a registrar saldo negativo, fechando 4.381 postos. A redução nesse setor se deve à diminuição de vagas no cultivo de café (-5.548) e de alho (-1.396), refletindo os desafios enfrentados por essa área.

Cenário por estado e variações regionais

No que diz respeito à geração de empregos nos estados, em setembro, 26 das 27 unidades federativas registraram saldo positivo na criação de empregos formais. São Paulo se destacou com 19.391 novas vagas, seguido por Pernambuco, que gerou 13.371 postos, e Alagoas, com 11.110 empregos. Analisando os dados em termos relativos, os maiores crescimentos ocorreram em Alagoas, com um aumento de 2,47%, seguido pelo Amapá, que apresentou 1,35%, e Roraima, com 1,23% de crescimento.

O Rio Grande do Sul, entretanto, foi o único estado a registrar saldo negativo, perdendo 2.937 postos de trabalho, o que representa uma retração de 0,10%. No acumulado de janeiro a setembro, todas as unidades federativas mostraram saldo positivo, com São Paulo novamente liderando com 322.551 vagas, seguido de Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489).

Salário médio e condições de trabalho

O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, indicando uma leve queda de 0,05% em relação a agosto, quando o valor estava em R$ 2.430,51. No entanto, comparado a setembro de 2025, quando o salário médio real de admissão era de R$ 2.384,50, houve um crescimento de 1,88%. Para os trabalhos com vínculos típicos, o salário médio de admissão foi de R$ 2.480,24, enquanto os trabalhadores com vínculos não típicos receberam, em média, R$ 2.054,61. Essas informações são cruciais para avaliarmos a saúde do mercado de trabalho e as condições de vida dos trabalhadores.

Dos postos de trabalho criados em setembro, cerca de 78,1% corresponderam a vínculos típicos, com 94.729 novas vagas, enquanto 21,9% foram classificados como não típicos, resultando em 26.576 postos. Esse panorama da criação de emprego indica tendências e desafios que precisam ser examinados regularmente para formular políticas que melhorem as condições de trabalho e aumentem a empregabilidade no Brasil.

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