O caso do pecuarista suspeito de feminicídio continua a repercutir após a morte de João Roberto Bolelli, de 62 anos, encontrado sem vida em uma área de mata no interior de São Paulo. A morte ocorreu em um contexto trágico, logo após ele ser relacionado à morte de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, o que gerou uma série de investigações e desdobramentos policiais.
Na manhã desta segunda-feira (2), o corpo de Bolelli foi encontrado pelo genro, apresentando sinais de infarto e sem marcas de violência, conforme apuração da CNN Brasil. O pecuarista estava sendo investigado pela Polícia Civil, que tinha solicitado sua prisão preventiva após a morte da jovem, na terça-feira (27) da semana anterior.
Até então, Bolelli não havia sido localizado, levantando suspeitas e preocupações entre familiares e amigos, que relataram seu estado emocional instável. A advogada da família declarou que exames preliminares indicam a possibilidade de que ele tenha falecido no mesmo dia em que Priscila foi assassinada, mas a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ainda não confirmou oficialmente essa informação.
Investigação em Andamento
A investigação sobre a morte de Priscila revelou detalhes alarmantes. A jovem havia ido a Rifaina, em Minas Gerais, para devolver uma caminhonete pertencente a Bolelli. Durante o encontro, ela manifestou claramente o desejo de encerrar o relacionamento, alegando não querer mais nada com o pecuarista. Entretanto, segundo relatos coletados pelas autoridades, indicava que ela poderia estar sofrendo ameaças e intimidações.
O irmão de Priscila afirmou que a mulher havia mencionado sentimentos de preocupação em conversas anteriores. O boletim de ocorrência aponta que, durante a entrega do veículo, surgiu uma discussão. Bolelli teria sacado uma arma e disparado contra Priscila, que não sobreviveu aos ferimentos, levando a um incidente que chocou a comunidade local.
Após o crime, Bolelli fugiu com a caminhonete e foi dado como desaparecido. O irmão da vítima tentou ajudar Priscila, mas a jovem não resistiu e faleceu no hospital.
A relação entre Bolelli e Priscila
Testemunhas afirmaram que o relacionamento entre Priscila e João Bolelli era esporádico, tendo iniciado em julho de 2026. Por outro lado, Priscila estava em um novo relacionamento romântico que durava cerca de quatro meses, e o novo companheiro estava ciente das ameaças que ela havia recebido do pecuarista.
Depoimentos indicam que, em 23 de outubro, Priscila relatou a uma amiga sobre ter sido agredida por Bolelli e que este havia contratado pessoas para monitorá-la, aumentando assim a preocupação em relação à segurança da jovem. Esses relatos foram cruciais para a investigação em andamento.
Consequências e Repercussão
O município de Rifaina e a região estão em choque diante dos acontecimentos, visto que o caso foi oficialmente registrado como feminicídio. A Delegacia Seccional de Franca continua com os inquéritos, e a SSP confirmou a apreensão da caminhonete utilizada por Bolelli na fuga.
Familiares de Bolelli mencionaram que o homem parecia abatido no dia do crime, levantando novas questões sobre seu estado mental. Tristeza, medo e confusão dominam a narrativa, enquanto a comunidade busca respostas para um crime que trouxe à tona as complexidades dos relacionamentos e as consequências de comportamentos abusivos.
Conforme a investigação se desenrola, a necessidade de discutir sobre a prevenção da violência contra a mulher se torna ainda mais urgente. Este caso se torna emblemático, refletindo problemas sociais que precisam de atenção e ação eficaz.
A tragédia que envolveu João Bolelli e Priscila Lacerda Custodio serve como um lembrete do papel crucial que a sociedade desempenha na proteção das vítimas de violência e na promoção de relacionamentos saudáveis.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo




