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Em jejum de 37 anos, Brasil brilha com traje no Miss Universo

Em jejum de 37 anos, Brasil brilha com traje no Miss Universo

Em novembro, o Brasil vai brilhar no Miss Universo com suas incríveis apresentações de trajes típicos. A atual detentora do título, Marcella Kozinski, está envolta em mistério, guardando com cuidado os detalhes de seu figurino, com a ambição de restaurar a hegemonia da categoria para o país.

O Brasil acumula quatro troféus na competição de trajes típicos, mas já enfrenta uma longa espera de 37 anos sem novas conquistas.

A primeira brasileira a conquistar um lugar no pódio foi Carmem Silva de Barros Ramasco, em 1967. Ela representou São Paulo vestindo o “Bandeirante Estilizado”, um conceito artístico que homenageava um icônico personagem da história paulista. Essa indumentária levou a cultura local aos jurados estrangeiros e foi a primeira de muitas vitórias que viriam.

Carmen Silvia de Barros Ramasco • Divulgação/Manchete

Quatorze anos depois, em 1981, Adriana Alves de Oliveira do Rio de Janeiro, brilhava com sua versão estilizada das tradicionais baianas, resgatando o legado de Carmen Miranda. Sua apresentação entrelaçava a performance da miss com a lembrança da música e da cultura pop brasileiras, encantando o público e os jurados.

Adriana Alves de Oliveira • Divulgação/Manchete

O tricampeonato brasileiro chegou em 1987 através de Jacqueline Meirelles, que representou o Distrito Federal. Com um traje verde e amarelo vibrante, sua roupa foi frequentemente comparada à opulência dos trajes usados no famoso baile do Teatro Municipal. Era uma verdadeira celebração da identidade brasileira.

Jacqueline Meirelles • Divulgação/Manchete

A última glória brasileira do vestuário típico ocorreu em 1989, com a cearense Flávia Cavalcanti. Seu traje, inspirado nas tradições indígenas, fazia uma homenagem à Amazônia. Registros acadêmicos da Universidade Federal de Juiz de Fora também destacam a riqueza da indumentária, que utilizava plumas, brilhos e cores que representavam a fauna e flora nacionais.

Flávia Cavalcanti • Divulgação/Manchete

Anos após, em 2007, a vice-Miss Universo Natália Guimarães, que hoje ocupa o posto de gestora estratégica da franquia Miss Universe Brasil, fez uma apresentação de tirar o fôlego com um traje adornado por magníficas asas de borboleta. Para Natália, esse desfile é crucial.

“O desfile de traje típico é uma oportunidade única de contar uma história sobre o Brasil e mostrar ao mundo a riqueza de nossa cultura. Cada escolha deve ter um significado que ressoe com o público”, afirma. “Nos últimos anos, nossas representantes têm conquistado mais visibilidade, e essa etapa é fundamental para instigar o interesse pelo país e pela candidata. Queremos que Marcella leve consigo uma mensagem impactante que seja lembrada”, completa.

Atualmente, Marcella está moldando sua própria visão sobre a identidade nacional. Embora não revele detalhes de sua vestimenta, ela compartilha que a mensagem central de seu traje será sobre sustentabilidade, criatividade e propósito, refletindo a energia única do Brasil.

“Estou levando comigo a força do Brasil para o palco do Miss Universe. Quero surpreender não só pela grandiosidade, mas também pela essência do que o traje representa”, diz ela. Cada detalhe será pensado com cuidado para conectar-se emocionalmente com o público.

A 75ª edição do Miss Universo acontecerá em Porto Rico. O aguardado National Costume Show, onde os trajes típicos serão apresentados, está marcado para 21 de novembro, e o desfile preliminar será realizado no dia 22. A coroação da nova Miss Universo ocorrerá na noite de 24 de novembro de 2026, no Coliseo de Puerto Rico José Miguel Agrelot, em San Juan.

A expectativa para o desfile de trajes típicos

Com a proximidade do evento, as expectativas em torno do desfile de trajes típicos aumentam. Cada país apresenta representantes culturais únicas e o Brasil, com sua rica diversidade, não deve decepcionar. É a chance de mostrar ao mundo a tradição e a inovação que o cenário brasileiro pode proporcionar.

O traje típico não é apenas uma vestimenta; é uma narrativa cultural que marca a identidade do país. O foco em aspectos como sustentabilidade na moda revela uma evolução nas escolhas das candidatas, refletindo uma consciente preocupação com o meio ambiente.

A nova era dos trajes do Miss Universo

A abordagem contemporânea de trajes típicos está revolucionando a forma como as candidatas se apresentam. O uso de elementos naturais e referências culturais traz um frescor para o desfile, além de criar um elo mais forte com a audiência global.

Marcella, seguindo essa nova tendência, promete usar a passarela do Miss Universo como um palco para discutir e celebrar a diversidade cultural do Brasil. Sua apresentação certamente atrairá a atenção e o carinho do público e jurados.

Todos esses fatores tornam a expectativa para o National Costume Show notável. Não é só uma competição; é uma oportunidade de intercâmbio cultural, onde cada traje conta uma parte da história de seu povo. Os olhares estarão voltados para a criatividade e a mensagem poderosa que cada participante poderá transmitir.