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Gestão de resíduos no Rio tem impacto econômico significativo

Gestão de resíduos no Rio tem impacto econômico significativo

A gestão eficiente de resíduos no Rio de Janeiro têm mostrado potencial de transformar realidades econômicas e sociais. Um estudo elaborado pela Pezco Economics supõe que a operação da Regenera Rio pode gerar um impacto positivo de até R$ 1,65 bilhão por ano, refletindo-se na economia e na qualidade de vida da população. Esta análise abrange efeitos em várias áreas, incluindo saúde pública, meio ambiente e atividade econômica, afetando mais de 7 milhões de pessoas em oito municípios: Itaguaí, Mangaratiba, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí, Seropédica e a capital.

A comparação econômica destaca o desembolso da Comlurb, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, como referência para avaliar os custos e benefícios gerados pela gestão adequada dos resíduos.

Impacto sobre a economia e o emprego

De acordo com o estudo da Pezco, a implementação eficaz da gestão de resíduos sólidos pode proporcionar um incremento potencial de R$ 926,7 milhões no PIB regional, além de criar cerca de 1.791 novos empregos formais. O diretor-presidente da Regenera Rio, Maurício Batista, enfatiza que a gestão inadequada gera custos ocultos que sobrecarregam o sistema de saúde, o meio ambiente e a economia. “O estudo demonstra que a infraestrutura atual previne perdas significativas e que, com novas soluções de triagem e valorização dos resíduos, esses benefícios podem ser ampliados”, afirma Batista.

Saúde pública e as sua consequências

Os reflexos da gestão de resíduos não param na economia; também afetam diretamente a saúde da população. Nos municípios envolvidos na operação da Regenera Rio, estima-se que uma gestão adequada pode prevenir entre 28 mil a 44 mil casos anuais de doenças. Isso se traduz em uma economia significativa nas despesas hospitalares do SUS, com projeções que variam de R$ 4,2 milhões a R$ 34,1 milhões por ano. Portanto, uma estratégia eficaz de gestão de resíduos contribui não apenas para a limpeza urbana, mas também para a saúde da população.

Além disso, a destinação correta dos resíduos é essencial para evitar doenças geradas por lixo acumulado e por meio de vetores como roedores e insetos. Essa prevenção representa um ganho de qualidade de vida e saúde para as comunidades envolvidas.

Redução das emissões e sustentabilidade

O aspecto ambiental da gestão de resíduos é igualmente crucial. Segundo a análise, houve uma reduzida emissão de aproximadamente 227 mil toneladas de CO₂ equivalente nas atividades de tratamento de resíduos nas cidades atendidas. Esse resultado é um reflexo de uma abordagem mais sustentável e responsável que busca minimizar o impacto ambiental da quantidade crescente de lixo produzido.

“Gerir resíduos é uma questão ambiental e climática. Na Regenera Rio, isso envolve a captação e valorização do biogás, que é uma fonte de energia renovável”, explica Maurício Batista. Este biogás pode ser utilizado na geração elétrica ou convertido em biometano, um combustível que já são utilizados por algumas frotas de transporte pesadas da empresa. Essa execução efetiva dos recursos disponíveis nos resíduos fortalece a relação entre gestão de resíduos e sustentabilidade urbana.

Custos sociais e ambientais evitados

O estudo também aponta que a gestão adequada pode evitar custos sociais e ambientais que variam entre R$ 466 milhões a R$ 690 milhões por ano. Essa estimativa se baseia na comparação entre os custos da disposição inadequada em lixões e os de aterros sanitários para as 3,39 milhões de toneladas tratadas no ano passado. Consequentemente, a implementação de um sistema de gestão apropriado se reflete em economias que beneficiam não apenas a saúde pública, mas o ambiente e a economia local.

Para Gabriel Fiuza, CEO da Pezco Economics, “a gestão de resíduos deve ser considerada uma infraestrutura urbana, cujo impacto vai além do simples serviço contratado”. Medir esses efeitos, mesmo em grandes escalas, é crucial para orientar políticas e decisões no setor ao redor do Brasil.

Em conclusão, a gestão eficiente de resíduos sólidos urbanos no Estado do Rio de Janeiro pode não apenas transformar as economias locais, mas também criar um cenário mais saudável e sustentável para milhões de cidadãos. O entendimento dos benefícios gerados, como a prevenção de doenças e a redução das emissões, reforça a necessidade de priorizar ações proativas na administração dos resíduos, favorecendo assim um futuro mais limpo e promissor para todos.

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