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Segundo turno intensifica duelo judicial entre campanhas de Flávio e Lula

Segundo turno intensifica duelo judicial entre campanhas de Flávio e Lula

A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo segundo turno, marcado para 25 de outubro, intensificou-se na Justiça Eleitoral. Os dois candidatos ampliaram suas ofensivas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), realizando ações que vão desde pedidos de remoção de conteúdos nas redes sociais até tentativas de cassação de chapas. Esta competição não envolve apenas os votos, mas também a forma como as campanhas são geridas e monitoradas.

Recentemente, as campanhas tomaram medidas drásticas para garantir vantagens. Flávio, por exemplo, pediu que o TSE derrubasse o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). De acordo com o candidato do PL, esse canal coordenava uma estrutura destinada à disseminação de desinformação e ataques direcionados a ele.

Em contrapartida, Lula alegou que os posts da sua coligação nas redes sociais enfrentam uma “seletividade algorítmica” imposta pela Meta, a empresa responsável por plataformas como Instagram e Facebook. Essa situação, segundo ele, resulta em uma manipulação no alcance das publicações, favorecendo seu principal rival na corrida ao Palácio do Planalto.

Intensificação das Estratégias Digitais

A escalada das campanhas nos tribunais é acompanhada por um aumento nas estratégias digitais. Lula começou a gravar vídeos em formato selfie e levou a Brasília influenciadores jovens aliados ao PT. Enquanto isso, Flávio realiza transmissões ao vivo semanalmente e convoca seus apoiadores a aumentar o alcance de publicações favoráveis.

Com o clima de competição acirrado, ambos os lados acusam-se mutuamente de desinformação coordenada, uso irregular de inteligência artificial e remuneração de perfis de maneira não transparente.

Contestação do Canal Pro-Lula

No último sábado (10), a campanha de Flávio Bolsonaro formalizou um pedido ao TSE para derrubar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que conseguiu atrair 3,2 milhões de seguidores em uma semana. A petição sustentava que os conteúdos produzidos pelo canal eram falsos, solicitando não apenas sua exclusão, mas também o banimento da conta de Janones até o final do segundo turno.

Na manhã de domingo (11), o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, atendeu ao pedido e determinou a suspensão do canal e da conta de Janones temporariamente até o dia 25 de outubro. A decisão também exigia que a Meta apresentasse um relatório detalhado sobre as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais geridos por Janones desde 5 de outubro.

Entretanto, poucas horas depois, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva, reverteu a decisão do presidente, reintegrando o canal de forma provisória até que o plenário da Corte decidisse o assunto definitivamente.

Acusações de Manipulação por Parte da Meta

A campanha do presidente Lula também ingressou com representações nas quais denuncia a Meta por favorecer o adversário. No último sábado (10), a equipe de Lula expressou a suspeita de que o alcance e o impulsionamento de seus posts estavam sendo restritos, o que teria favorecido a campanha de Flávio. Um levantamento não oficial apontou que Flávio teria, em média, 2,96 vezes mais engajamento que o candidato petista.

A Meta negou qualquer favorecimento, afirmando que problemas técnicos afetaram várias contas e que, assim, seguiriam as normas eleitorais com tratamento igualitário nas suas plataformas. Após a denúncia, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze Oliveira deu um prazo de 48 horas para que a Meta esclarecesse os apontamentos feitos pela equipe de Lula sobre as publicações e suas interações.

Adicionalmente, o TSE solicitou a preservação de registros de moderação de conteúdos, dados de anúncios e métricas, assim como uma revisão dos levantamentos citados na ação, para auxiliar na análise da situação.

Enquanto isso, a coligação petista também apresentou outra ação ao TSE solicitando a cassação da chapa de Flávio e de Alfredo Gaspar (PL-AL), além de pleitear a inelegibilidade dos dois. A argumentação baseou-se na afirmação de que teriam realizado um abuso de poder econômico e uso inadequado dos meios de comunicação.

Essa disputa revela que a comunicação digital não é apenas uma ferramenta de interação com o eleitorado, mas também um campo de batalha onde a verdade e a desinformação coexistem, criando uma tensão intensa em uma eleição crucial.

O panorama digital da política brasileira está mudando rapidamente, e os desdobramentos desta disputa vão além das urnas, influenciando a própria estrutura da comunicação e interação política ao longo das campanhas eleitorais.

Logo, as redes sociais e suas dinâmicas de operação tornam-se vitais nesta corrida política, refletindo as complexidades das novas estratégias de engajamento e propagação de mensagens que podem impactar decisivamente a percepção popular das candidaturas.

A situação atual não se limita apenas a uma batalha entre Flávio e Lula, mas é um reflexo das tensões em curso no cenário político brasileiro, onde a desinformação e a manipulação de dados se tornaram armas poderosas.

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