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Mesmo sendo os mais afetados, 81% dos idosos ignoram câncer de bexiga

Mesmo sendo os mais afetados, 81% dos idosos ignoram câncer de bexiga

O câncer de bexiga em idosos é uma condição frequentemente negligenciada e que requer maior atenção. De acordo com um levantamento realizado pela Pfizer em parceria com o Instituto Oncoguia, cerca de 81% das pessoas com 60 anos ou mais não têm conhecimento sobre essa doença ou apenas ouviram falar superficialmente.

Essa pesquisa, divulgada recentemente, revelou um desafio importante: o reconhecimento dos sintomas associados ao câncer da bexiga. Especificamente entre os homens dessa faixa etária, 32% não conseguem identificar os sinais de alerta, o que pode prejudicar o diagnóstico precoce e, consequentemente, o tratamento eficiente.

Para entender melhor o câncer de bexiga, é essencial saber que ele se desenvolve quando células malignas surgem nos tecidos da bexiga, que é responsável por armazenar a urina antes de ser eliminada. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a previsão é de que entre 2026 e 2028, surjam aproximadamente 13.110 novos casos de câncer de bexiga, com a maior parte deles entre homens, que totalizará 9.040 casos por ano.

“Com a incidência da doença sendo mais alta entre pessoas acima de 60 anos, é nosso dever educar e ampliar o conhecimento desta população. Informar adequadamente pode facilitar o reconhecimento dos sinais e melhorar as chances de diagnóstico precoce”, comenta Luciana Zapata, médica Oncologista Clínica e Gerente Médica de Oncologia da Pfizer Brasil.

Reconhecimento de Sintomas

Um aspecto preocupante é que, dos entrevistados com idade entre 25 e 34 anos, 70% reconhecem a presença de sangue na urina como um sinal de alerta para o câncer, enquanto somente 55% dos que têm 60 anos ou mais fazem o mesmo. Essa discrepância em reconhecer um sintoma tão importante pode impactar negativamente o prognóstico dos pacientes.

“O câncer de bexiga apresenta sinais desde suas fases iniciais. Caso alguém note sangue na urina, mesmo que apenas uma vez e sem dor, é crucial procurar um médico imediatamente. Quanto mais precoce for a detecção, mais eficaz será o tratamento e melhores serão os resultados”, enfatiza Zapata.

Outros sinais importantes incluem dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Esses sinais não devem ser ignorados, pois são fundamentais para uma avaliação médica adequada.

Fatores de Risco

Dois principais fatores de risco para o câncer de bexiga são amplamente conhecidos: o consumo de tabaco e o contato com substâncias químicas. Apesar disso, cerca de 58% dos entrevistados identificam um histórico familiar de câncer como o maior fator de risco, enquanto 57% associa a condição a infecções urinárias crônicas. Surpreendentemente, apenas 37% reconhecem que o tabagismo está relacionado ao desenvolvimento dessa neoplasia, e apenas 24% estão cientes do impacto de produtos químicos.

“A jornada de quem enfrenta o câncer de bexiga pode ser cheia de medos e inseguranças. Contudo, com informações precisas e apoio adequado, o enfrentamento pode ser menos doloroso e desafiador. Nenhum sintoma persistente deve ser ignorado”, adiciona Luciana Holtz, Fundadora e Presidente do Instituto Oncoguia.

A pesquisa foi conduzida entre 21 de julho e 2 de agosto com uma amostra de adultos acima de 18 anos, abrangendo regiões como São Paulo, além de áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, Belém, Recife, Porto Alegre e o Distrito Federal. O erro amostral foi estimado em 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Prevenção e Cuidados

Para reduzir o risco de câncer de bexiga, a principal recomendação é não fumar ou interromper o hábito o mais rápido possível. De acordo com o Ministério da Saúde, a cessação do tabagismo pode diminuir pela metade o risco de câncer de bexiga em poucos anos comparado àqueles que continuam a fumar.

Além disso, é fundamental minimizar o contato com substâncias químicas encontradas em produtos de corantes, na indústria de borracha, na fabricação de alumínio, em atividades de pintura, assim como em compostos que contenham arsênio, benzeno, alcatrão, fumaça de motores a diesel e radiação X. Adotar um estilo de vida saudável e realizar exames regulares de saúde podem ser passos cruciais para a prevenção.