Na tarde desta sexta-feira (14), dois membros do Terceiro Comando Puro (TCP) foram detidos em flagrante na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação policial resultou na apreensão de um carro furtado e duas munições, destacando a eficácia do monitoramento de segurança na região.
Detenção e Abordagem
Os policiais da 18ª DP (Praça da Bandeira), em colaboração com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o sistema de monitoramento por câmeras do Civitas, localizaram um Fiat Mobi branco. O motorista, Wesley Henrique Ramos Nascimento, dirigia o veículo com atuações suspeitas, enquanto Kauã de Souza da Silva estava no banco do carona. A abordagem ocorreu na Rua Bacairis, em um momento oportuno, considerando as informações de inteligência disponíveis.
Após a consulta da placa do automóvel, os agentes constataram que o carro havia sido furtado em 2025, com a placa original sendo do estado de São Paulo. Essa descoberta não apenas confirmou as suspeitas em relação ao veículo, mas também levantou questões sobre o seu uso nas comunidades controladas pelo TCP e em áreas operacionais de milicianos de Jacarepaguá, que são conhecidos por sua associação com a facção criminosa.
Cerco Eletrônico e Inteligência Policial
O carro em questão estava sob vigilância do Cerco Eletrônico da Civitas, uma ferramenta inovadora que monitora a atividade criminosa por meio de tecnologia avançada. A Central de Inteligência emitiu 24 alertas em tempo real para a polícia ao longo do tempo, demonstrando a importância do monitoramento contínuo para a prevenção de crimes.
As investigações indicam que o Fiat Mobi circulava principalmente à tarde, com um padrão de movimento mais frequente às quintas-feiras na área da Taquara. Essa informação foi crucial para que a ação policial ocorresse precisamente na região identificada pelos dados de circulação. Durante a revista ao veículo, os policiais encontraram uma munição de calibre 5,56 mm e outra de 9 mm, reforçando a seriedade da situação.
Consequências Legais e Registro Criminal
Após a detenção, Wesley e Kauã foram levados para a 18ª DP, onde foram autuados. Wesley tinha um histórico criminal que incluía registros por roubo, associação criminosa e porte ilegal de arma. Por outro lado, Kauã tinha uma passagem anterior registrada como ato infracional análogo ao furto, sendo ambos reincidentes em ações ilícitas.
A prisão se deu por crimes como receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e infrações previstas no Estatuto do Desarmamento. O carro furtado foi recuperado, e as munições encontradas foram devidamente apreendidas.
A ação destaca a importância do trabalho conjunto entre as forças de segurança e o uso da tecnologia na luta contra o crime organizado. A vigilância eletrônica, como o sistema Civitas, prova ser uma aliada fundamental na identificação e neutralização de atividades criminosas em tempo real.


