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Eletrificados batem recorde com 21% de participação no Brasil

Eletrificados batem recorde com 21% de participação no Brasil

As vendas de veículos eletrificados no Brasil atingiram a marca de 21,1% de participação no mercado automotivo em julho de 2026, somando 56.074 unidades licenciadas. O resultado representa o maior índice mensal já registrado pelo segmento no país, com avanço de 18% em relação a junho (45.579 unidades) e de 195% na comparação com julho de 2025 (15.525 unidades).

Na prática, dois em cada dez automóveis leves comercializados no território nacional possuem motorização eletrificada.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o segmento alcançou 271.091 emplacamentos, volume 21% superior a todas as vendas de eletrificados realizadas ao longo de todo o ano de 2025 (223.896 unidades).

Diante do ritmo de expansão, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) voltou a revisar suas estimativas anuais. Após projetar 280 mil unidades em março e posteriormente elevar a expectativa para 300 mil, a entidade prevê que, mantida a média mensal de 38.728 licenciamentos, o mercado brasileiro poderá encerrar o ano acima de 450 mil unidades.

Infraestrutura e crescimento do mercado eletrificado

O avanço nas vendas de veículos eletrificados ocorreu mesmo após a alíquota do imposto de importação atingir o teto de 35%, ao final do cronograma de recomposição tarifária iniciado em 2024. A sustentação da demanda é atribuída a fatores estruturais de mercado:

  • Rede de recarga: o país conta com pelo menos 25.429 pontos de recarga públicos e semipúblicos em operação, segundo dados da ABVE e Tupi Mobilidade, ampliando a conveniência para modelos recarregáveis.

  • Fábricas no país: o anúncio e a instalação de unidades fabris de montadoras como BYD, GWM, Omoda e Geely sinalizam compromisso produtivo de longo prazo, fortalecendo a rede de pós-venda e a disponibilidade de peças.

  • Competitividade: a ampliação do portfólio de modelos e a entrada de novas marcas intensificaram a concorrência, favorecendo preços mais competitivos para o consumidor final.

Desempenho dos veículos eletrificados

Os veículos com recarga externa (plug-in) concentraram 83% das vendas do segmento em julho, somando 46.282 unidades. Os modelos 100% elétricos a bateria (BEV) lideraram as preferências, seguidos pelos híbridos plug-in (PHEV):

  • Elétricos puros (BEV): registraram 25.782 emplacamentos em julho, representando 46% do total de eletrificados. Alta de 22% sobre junho (21.138) e de 268% frente a julho de 2025 (7.010 unidades).

  • Híbridos Plug-in (PHEV): somaram 20.500 unidades (37% do segmento). Alta de 12,6% ante junho (18.206) e de 137% na comparação anual (8.644 unidades).

  • Híbridos convencionais (HEV e HEV Flex): responderam por 17% do mercado em julho, com 9.792 unidades. O destaque foi a tecnologia HEV Flex, que alcançou 5,624 unidades, alta de 50,9% no mês e de 448% ante julho de 2025. Os híbridos a gasolina (HEV) somaram 4.168 unidades.

Pela metodologia da ABVE Data vigente desde 2025, os modelos micro-híbridos (MHEV) não são contabilizados como veículos eletrificados por não possuírem tração elétrica própria. Em julho, a categoria MHEV somou 6.216 emplacamentos, liderada pelos sistemas de 48V (4.229 unidades).

Geografia do mercado de eletrificados

A Região Sudeste lidera as vendas do segmento no país, concentrando mais de 40% dos emplacamentos nacionais, com destaque para o estado e a capital de São Paulo.

Ranking por estados (Julho de 2026):

  • 1º São Paulo: 14.902 unidades (26,6% de participação)

  • 2º Minas Gerais: 4.301 unidades (7,7%)

  • 3º Distrito Federal: 3.721 unidades (6,6%)

  • 4º Paraná: 3.258 unidades (5,8%)

  • 5º Rio Grande do Sul: 3.235 unidades (5,7%)

Vendas por regiões geográficas:

  • 1º Sudeste: 23.836 unidades (42,5%)

  • 2º Nordeste: 12.159 unidades (21,7%)

  • 3º Sul: 9.895 unidades (17,6%)

  • 4º Centro-Oeste: 7.518 unidades (13,4%)

  • 5º Norte: 2.665 unidades (4,7%)

Entre os municípios, a cidade de São Paulo liderou os licenciamentos com 5.279 unidades (9,4% do total nacional), seguida por Brasília (4.192 unidades; 7,5%), Belo Horizonte (2.582 unidades; 4,6%), Rio de Janeiro (1.638 unidades; 2,9%) e Curitiba (1.499 unidades; 2,7%).

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