A indústria de motocicletas instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) alcançou um marco significativo em julho de 2026, produzindo 190.794 unidades. Este volume representa o maior registro para o mês na história do setor, marcando um avanço de 36% em comparação ao mesmo mês de 2025 e um surpreendente crescimento de 45,8% em relação a junho deste ano.
Nos primeiros sete meses de 2026, a produção nacional atingiu 1.254.191 motocicletas, o que equivale a um crescimento de 9,9% face ao mesmo período do ano anterior. Esse número é o melhor desempenho acumulado para os primeiros sete meses desde 2008.
No contexto do desempenho mensal, o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Bento, comentou que esses resultados confirmam a tendência positiva do setor em 2026, demonstrando a capacidade de resposta das fábricas à demanda crescente. Adicionalmente, ele enfatizou que as montadoras estão monitorando em conjunto com as autoridades locais os níveis dos rios e as condições de navegação na Região Amazônica para minimizar possíveis impactos logísticos.
Desempenho das Motocicletas por Categoria e Cilindrada
A categoria Street destacou-se como a líder do mercado em julho, com 98.571 unidades produzidas, correspondendo a 51,7% da participação no mês. Este segmento registrou uma alta de 39,7% sobre julho de 2025 e um crescimento de 46,6% em relação ao mês anterior.
Seguindo a categoria Street, a Trail registrou 36.028 unidades, representando 18,9% do total, enquanto as Motonetas somaram 25.400 unidades (13,3%). Os Scooters atingiram 18.101 unidades, correspondendo a 9,5% do total produzido.
Entre as categorias com maiores crescimentos, os modelos Off-Road despontaram com um impressionante aumento de 620% em relação ao ano anterior, passando de 525 unidades em julho de 2025 para 3.780 unidades em julho de 2026. A categoria Naked contou com 2.769 unidades (1,5%), e os modelos Big Trail somaram 1.823 unidades (1,0%).
No que diz respeito à cilindrada, as produções ficaram assim divididas:
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Baixa cilindrada (até 300 cc): Com 985.788 unidades produzidas de janeiro a julho, essa categoria liderou o mercado, representando 78,6% do volume total.
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Média cilindrada (entre 300 cc e 600 cc): Ocupou a segunda posição, com 231.432 unidades (18,5% de participação).
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Alta cilindrada (acima de 600 cc): Registrou um crescimento percentual significativo no ano (+30,7%), totalizando 36.971 motocicletas (2,9% do total fabricado).
Quando focamos exclusivamente no mês de julho, as motocicletas de baixa cilindrada somaram 154.575 unidades (81%), seguidas pelas de média cilindrada com 31.533 unidades (16,5%) e alta cilindrada com 4.686 unidades (2,5%).
Vendas no Varejo e Exportações de Motocicletas
O setor de emplacamentos no varejo acompanhou a tendência de crescimento na produção e registrou o melhor desempenho da história tanto em julho quanto no acumulado dos sete primeiros meses. Em julho, foram licenciadas 199.236 motocicletas no Brasil, um aumento de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 2,6% em comparação a junho. A média diária de vendas foi de 8.662 unidades ao longo dos 23 dias úteis do mês. No total do ano, o volume de licenciamentos atingiu 1.373.580 unidades, representando um avanço de 12,3% em relação ao ano anterior.
No mercado externo, as fabricantes do PIM exportaram 3.289 motocicletas em julho, uma expansão de 22,8% sobre o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, as exportações totalizaram 27.373 unidades, alta de 28,6% em comparação ao mesmo período de 2025.
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