Rio de Janeiro

Ciclone-bomba e frente fria: impacto no clima do Brasil hoje

O perigo de ciclone-bomba no Brasil se intensifica nesta sexta-feira (7). O fenômeno, que já impacta o Sul do país, está se expandindo para o Sudeste, trazendo rajadas de vento que podem chegar a 110 km/h, especialmente nas regiões litorâneas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As consequências incluem a interrupção de atividades escolares e a emissão de alertas de “grande perigo” devido à queda acentuada nas temperaturas.

Impactos no Sudeste

O ponto mais crítico na sexta-feira está entre o sul do Rio de Janeiro e o leste de São Paulo. O ciclone está promovendo ventos severos, que podem alcançar entre 90 km/h e 110 km/h nas regiões costeiras.

Como medida de precaução, as aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual do Rio de Janeiro. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, também interrompeu atividades presenciais.

A defesa civil da capital fluminense decretou Estágio 2 de risco, orientando a população a evitar deslocamentos desnecessários. Antes da chegada de chuvas fortes, o calor pré-frontal pode levar a temperaturas máximas em torno de 37ºC.

No litoral de São Paulo, em Ubatuba, a prefeitura também suspendeu as aulas nas escolas municipais após os alertas da Defesa Civil. Além disso, as temperaturas no centro-sul e leste de São Paulo e no extremo sul de Minas Gerais já estão em queda devido à frente fria que avança.

A umidade relativa do ar continua baixa em várias áreas, como o centro-norte do Rio de Janeiro, interior e sul do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, com níveis entre 20% e 30%.

Tempestades no Sul

No Sul, o cenário de instabilidade persiste. Enquanto a chuva está diminuindo no Rio Grande do Sul, o Paraná enfrenta tempestades, com ventos que podem ultrapassar 90 km/h na porção leste do estado.

A entrada de uma massa de ar frio está provocando uma queda significativa nas temperaturas, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, com mínimas previstas à noite. Em Porto Alegre, a máxima não deve ultrapassar 16ºC.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém estado de alerta na região devido ao risco de eventos climáticos severos.

Granizo e chuvas no Centro-Oeste

O Mato Grosso do Sul também está sentindo os efeitos do ciclone, com previsão de chuvas moderadas a fortes. Há também um risco de granizo no extremo sul e sudeste do estado.

Rajadas de vento podem atingir 90 km/h no norte de Mato Grosso do Sul e em partes de Mato Grosso e Goiás.

Entendendo o ciclone-bomba

O fenômeno climático conhecido como ciclogênese explosiva ou bombogênese ocorre quando há uma intensa queda de pressão atmosférica. Ele é denominado devido à forma abrupta como se origina.

Para ser classificado como ciclone-bomba, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em 24 horas. Esse fenômeno é mais comum em regiões de alta latitude, onde massas de ar frio se encontram com massas de ar quente.

Pós-ciclone e recomendações

Após a passagem do sistema e da frente fria, a entrada de ar frio provocará uma queda acentuada nas temperaturas, especialmente no Sul, a partir de domingo (9), com efeitos também nas regiões Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes.

As autoridades pedem à população que acompanhe as previsões meteorológicas para possíveis atualizações, pois a trajetória e a intensidade podem mudar à medida que o fenômeno evolui.