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Canella é transferido para presídio e aguarda decisão judicial no RJ

Canella é transferido para presídio e aguarda decisão judicial no RJ

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona Norte do Rio de Janeiro, onde passou a noite após ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Sua prisão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal na terça-feira (7).

Canella, atual presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado Federal, se encaminhará para uma audiência de custódia nesta quarta-feira (8), às 15h, conforme informações apuradas pelo âncora da CNN Brasil, Gustavo Uribe.

A Polícia Federal informou que Canella foi detido após agentes encontrarem um fuzil em seu veículo durante o cumprimento de mandados da operação. Ele é mencionado como uma figura relevante no suposto esquema de corrupção investigado pela PF.

O que é a Operação Unha e Carne?

A Operação Unha e Carne visa desvendar um suposto esquema de lavagem de dinheiro no estado. A Polícia Federal identificou Canella como um dos principais elos políticos do grupo sob investigação, que movimentou quantias significativas através de práticas ilícitas.

Outro alvo da operação, o delegado Marcus Amim, embora mantenha seu cargo, está temporariamente cedido à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). O foco da investigação abrange diversas práticas ilegais, contribuindo para um dos maiores escândalos financeiros do estado nos últimos tempos.

A CNN Brasil busca entrar em contato com as defesas de Márcio Canella e Marcus Amim, que ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. O espaço se mantém aberto para quaisquer declarações.

Desdobramentos e implicações da investigação

Esta 6ª fase da Operação Unha e Carne é uma continuação de um esforço investigativo que já resultou na prisão de outros políticos, incluindo Rodrigo Bacellar e Thiago Rangel. A operação revela a complexidade de um esquema que, segundo as evidências, pode ter movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos através de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A organização criminosa é acusada de empregar uma rede de postos de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro, envolvendo diversos agentes públicos e ex-agentes. Entre outros nomes mencionados, estão Juracy Prudencio, um ex-policial militar, e Pablo Juquia, conhecido como “Pablo Russo”. A Polícia Militar confirmou que Juracy não integra mais a corporação desde 2011.

Balanço da operação e consequências

O desfecho da operação resultou na apreensão de bens e quantias significativas, totalizando cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil, além de um fuzil de calibre restrito. Os agentes também apreenderam nove armas curtas, sete computadores, 23 aparelhos celulares, 11 veículos de luxo, joias, relógios de luxo e uma variedade de documentos que podem ser cruciais para a investigação em andamento.

Além disso, um policial militar foi detido, encontrando-se na residência de um dos suspeitos em Camboinhas, Niterói, enquanto portava uma pistola. Essa prisão demonstra a amplitude das investigações e sua ligação com outros elementos do poder público, refletindo as complexidades do caso e a necessidade de um foco rigoroso nas práticas ilícitas que afetam o estado do Rio de Janeiro.

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