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Além de “Brás Cubas” e “Dom Casmurro”: 4 livros essenciais

Além de “Brás Cubas” e “Dom Casmurro”: 4 livros essenciais

Nascido em 21 de junho de 1839, Machado de Assis completaria 187 anos neste domingo. O autor é um dos principais nomes da literatura brasileira, famoso principalmente por “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) e “Dom Casmurro” (1899). Com uma trajetória literária rica e inovadora, ele se destacou na abordagem de temas sociais e psicológicos, tornando-se uma referência mundial.

Em 2024, o autor carioca viralizou nos Estados Unidos graças a uma influenciadora do TikTok que se encantou com “Brás Cubas” e compartilhou seu relato na rede social. Essa repercussão internacional destaca a relevância da obra de Machado e sua capacidade de ressoar com novas audiências.

No Brasil, o livro é tido como um dos principais clássicos da nossa literatura e marco inaugural do Realismo, uma escola literária que levou o romance para o campo da observação e se utilizou da literatura para denunciar as mazelas sociais.

A narrativa de “Dom Casmurro” é centrada em Bentinho, que relata sua vida com Capitu. Um dos grandes dilemas da história é se Capitu traiu Bentinho, uma ambiguidade que mantém o debate aceso até os dias de hoje. A obra se tornou um ícone e gera discussões intermináveis sobre a fidelidade e a interpretação subjetiva da realidade.

Machado de Assis foi também fundador da Academia Brasileira de Letras, tendo deixado um legado extenso, que inclui outros livros, contos, peças de teatro e poemas. Se você quer descobrir mais sobre o autor, a CNN Brasil apresenta a seguir quatro livros significativos de sua obra.

“Quincas Borba”

Publicada em 1892, esta obra é narrada em terceira pessoa e narra a história de Rubião, um jovem que se torna discípulo do filósofo Quincas Borba e, posteriormente, herda sua fortuna. Ao ficar rico, Rubião se muda para o Rio de Janeiro, onde faz amizade com dois parasitas que passam a depender de seu dinheiro. A obra ilustra de maneira crítica as relações sociais de poder baseadas na riqueza.

“Esaú e Jacó”

Em 1904, Machado de Assis lançou “Esaú e Jacó”, que é inspirado na história bíblica dos irmãos gêmeos. O livro explora as diferenças entre eles e o amor que ambos nutrem pela mesma mulher. Além disso, a narrativa utiliza o pano de fundo da Proclamação da República para discutir questões políticas da época, trazendo à tona debates entre monarquistas e republicanos personificados pelos protagonistas.

“Helena”

Exemplar característico da primeira fase de Machado de Assis, “Helena” foi publicado em 1876, chocando a sociedade ao abordar o tema do incesto. A história gira em torno de uma protagonista que, após descobrir sua ascendência aristocrática e herdar uma fortuna, passa a viver na casa de seu meio-irmão Estácio, levando a uma série de complicações emocionais e sociais.

“Memorial de Aires”

O último livro de Machado de Assis, lançado em 1908, foca nas histórias e vivências de Conselheiro Aires, uma figura central em muitas de suas obras. O caráter autobiográfico da narrativa suscita críticas e especulações sobre a vida do autor, com muitos estudiosos acreditando que Aires é uma representação de Machado e sua esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais, teria sua essência em D. Carmo, personagem da obra.

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