Site icon Portal RJ Notícias

Caso Henry Borel: Monique Medeiros fala sobre seu amor eterno

Caso Henry Borel: Monique Medeiros fala sobre seu amor eterno

“Ele era o amor da minha vida”. Essas foram as palavras de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, menino cuja trágica morte aos quatro anos comoveu o Brasil. Durante o depoimento do nono dia de julgamento, Monique se recordou de um momento marcante em que Henry a perguntou, “mamãe, eu te atrapalho?”

Após a pergunta do filho, Monique negou que ele fosse um peso e reafirmou o amor que sentia: “Eu sempre o levava para todos os lugares, ele era meu chaveirinho […] eu disse a ele que não, que ele era o amor da minha vida”, compartilhou.

A acusada de homicídio por omissão, tortura e coação é a primeira a ser interrogada nesta fase do processo. Este julgamento já está sendo considerado o mais longo da história do Rio de Janeiro em 18 anos.

Conhecimento das agressões

Monique pediu, logo no início de seu depoimento, que Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, fosse retirado do plenário para que pudesse seguir com seu relato. Durante o interrogatório, ela forneceu detalhes sobre a cronologia do relacionamento com Jairinho, inicialmente descrevendo-o como “educado, gentil e íntegro”. Por ser médico e vereador, ela sentia confiança em sua condução moral.

Ela relembrou um episódio em janeiro de 2021, quando recebeu mensagens da babá indicando que Henry estava mancando após passar um tempo sozinho com Jairinho. Naquela ocasião, ela não interpretou a situação como uma possível agressão e acreditou na versão de Jairinho, que alegou que o menino havia caído durante uma brincadeira.

Com a preocupação com as reclamações de dor no joelho, Monique levou Henry ao hospital no dia seguinte. Segundo ela, o menino relatou ter caído da cama, e como desejava exames, os médicos, sem encontrar lesões, não deram maior atenção ao caso. Após esse atendimento, Henry ficou na casa dos avós maternos e, dias depois, retornou aos cuidados de Monique e Jairinho durante uma viagem.

Comportamento de Henry

De acordo com Monique, após esses episódios, Henry apresentou comportamentos estranhos. Ela notou que o menino estava mais “amuado”, chorava mais, apresentava vômitos e até tremores ao ver Jairinho. Monique buscou ajuda de psicólogos e pediatras, chegando a enviar um bilhete à escola pedindo orientação sobre o comportamento do filho. No entanto, ela mencionou que tanto o pai, Leniel Borel, quanto os especialistas, atribuíram tais reações à adaptação ao divórcio.

Julgamento entra na reta final

O depoimento de Monique no nono dia de julgamento marca o início da fase de interrogatórios dos acusados. Após sua oitiva, o Tribunal do Júri ouvirá Jairinho, apontado pelo Ministério Público como o responsável pelas agressões que levaram à morte de Henry. Uma vez concluídos os interrogatórios, o julgamento avançará para os debates entre acusação e defesa, antes que os sete jurados decidam pela condenação ou absolvição dos réus.

Caso Henry Borel: relembre o assassinato do menino que chocou o país

Exit mobile version