As universidades brasileiras no ranking mundial têm se destacado, mas também enfrentado desafios. Recentemente, uma pesquisa revelou que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná abrigam as melhores instituições de ensino do Brasil, conforme o ranking elaborado pelo CWUR (Centro para Rankings Universitários Mundiais). Este levantamento avaliou duas mil universidades ao redor do mundo, e o Brasil ocupa um espaço de destaque com 52 instituições reconhecidas.
A lista completa pode ser acessada em um link aqui. É notável que, apesar de um número razoável de universidades, cerca de 87% delas perderam posições em relação a edições anteriores do ranking.
Como se Comparam as Universidades Brasileiras?
A China lidera o ranking global com 360 universidades, superando os Estados Unidos, que contam com 313 instituições listadas. O Brasil, por outro lado, destaca-se com suas principais universidades nas primeiras posições, porém, muitas delas apresentaram queda em suas classificações.
Principais Universidades Brasileiras no Ranking
- 1º Universidade de São Paulo: Posição geral 119;
- 2º: Universidade Federal do Rio de Janeiro: Posição geral 346;
- 3º: Universidade Estadual de Campinas: Posição geral 379;
- 4º: Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Posição geral 476;
- 5º: Universidade Estadual Paulista: Posição geral 479;
- 6º: Universidade Federal de Minas Gerais: Posição geral 508;
- 7º: Universidade Federal de São Paulo: Posição geral 621;
- 8º: Fundação Oswaldo Cruz: Posição geral 682;
- 9º: Universidade Federal de Santa Catarina: Posição geral 732;
- 10º: Universidade Federal do Paraná: Posição geral 799;
- 11º: Universidade de Brasília: Posição geral 837;
- 12º: Fundação Getúlio Vargas: 885;
- 13º: Universidade do Estado do Rio de Janeiro: 886;
- 14º: Universidade Federal de Pernambuco: 891;
- 15º: Universidade Federal do Rio Grande do Norte: 959;
- 16º: Universidade Federal de São Carlos: 969;
- 17º: Universidade Federal do Ceará: 1002;
- 18º: Universidade Federal Fluminense: 1006;
- 19º: Universidade Federal de Pelotas: 1013;
- 20º: Universidade Federal de Viçosa: 1015;
- 21º: Universidade Federal da Bahia: 1024;
- 22º: Universidade Federal de Santa Maria: 1071;
- 23º: Universidade Federal de Juiz de Fora: 1102;
- 24º: Universidade Federal de Goiás: 1129;
- 25º: Universidade Federal do ABC: 1183;
- 26º: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas: 1214;
- 27º: Universidade Federal do Espírito Santo: 1275;
- 28º: Universidade Federal de Uberlândia: 1283;
- 29º: Universidade Federal da Paraíba: 1284;
- 30º: Universidade Federal do Pará: 1295;
- 31º: Universidade Federal de Lavras: 1302;
- 32º: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul: 1347;
- 33º: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): 1382;
- 34º: Universidade Estadual de Maringá: 1422;
- 35º: Universidade Federal de São João del-Rei: 1479;
- 36º: Universidade Tecnológica Federal do Paraná: 1482;
- 37º: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul: 1539;
- 38º: Universidade Federal de Sergipe: 1595;
- 39º: Universidade Estadual de Londrina: 1601;
- 40º: Universidade Federal do Rio Grande: 1629;
- 41º: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA): 1632;
- 42º: Universidade Federal Rural de Pernambuco: 1715;
- 43º: Universidade Federal de Mato Grosso: 1778;
- 44º: Pontifícia Universidade Católica do Paraná: 1827;
- 45º: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro: 1838;
- 46º: Universidade Federal de Alagoas: 1931;
- 47º: Universidade Federal do Triângulo Mineiro: 1944;
- 48º: Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA): 1952;
- 49º: Universidade Federal de Campina Grande: 1962;
- 50º: Universidade Federal do Piauí: 1971;
- 51º: Universidade Federal de Ouro Preto: 1974;
- 52º: Instituto Tecnológico de Aeronáutica: 2000.
Desempenho e Desafios das Universidades
Infelizmente, a maioria das universidades brasileiras na lista sofreu queda em suas posições. A USP caiu uma posição, enquanto a UFRJ perdeu 15, e a Unicamp caiu 10 lugares. Outras instituições, como a Unesp, UFMG e Unifesp, também apresentaram quedas aparentes nas classificações.
A única universidade que não teve queda foi a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que manteve a 476ª posição em ambos os rankings de 2025 e 2026. Essa estabilidade destaca a necessidade de entender os fatores que levavam essas instituições a se destacarem, especialmente no que se refere à pesquisa.
De acordo com CWUR, a crescente competição global e o desempenho em pesquisa são os principais fatores que influenciam o declínio das universidades brasileiras. O presidente da instituição, Nadim Mahassen, ressalta que as universidades do país estão encontrando dificuldades para oferecer educação de qualidade, atrair talentos e produzir pesquisa relevante.
Portanto, é essencial que haja um fortalecimento no apoio às instituições de ensino superior, a fim de garantir que o Brasil mantenha um papel relevante no cenário educacional mundial e continue a formar profissionais capacitados para o mercado de trabalho globalizado.


