Site icon Portal RJ Notícias

Fake news do Pix ajudou o crime com fintechs em investigação federal

Fake news do Pix ajudou o crime com fintechs em investigação federal

A Operação Fluxo Oculto, deflagrada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em conjunto com a Receita Federal, identificou seis novas fintechs como suportes financeiros do PCC.

Durante uma coletiva, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que a disseminação de fake news em torno do Pix foi um fator crucial na tentativa de evitar o fechamento das brechas regulatórias que beneficiavam essas organizações criminosas. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (28), após o início da operação.

Barreirinhas comentou que, ao tentar regularizar a situação das fintechs e obrigá-las a seguir as mesmas normas de transparência que os bancos tradicionais, a Receita se tornou alvo de uma intensa campanha de desinformação.

“Fomos vítimas da maior onda de fake news na história da Receita. Luvas sendo disseminadas afirmando que a Receita iria monitorar ou tributar o Pix foram impulsionadas pelos interesses das organizações criminosas que utilizam essas fintechs para lavagem de dinheiro”, afirmou.

A Operação Fluxo Oculto, uma nova fase da Carbono Oculto, resultou em 59 mandados de busca e apreensão em várias localidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, incluindo instituições financeiras na famosa Faria Lima, um dos centros financeiros do Brasil.

Desvendando a Arquitetura Financeira do Crime

Conforme Barreirinhas, a operação evidenciou uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro, incluindo as conhecidas “contas-bolsões” e cadeias de fundos de investimento que ocultavam os verdadeiros beneficiários dos recursos. As seis fintechs identificadas juntas movimentaram aproximadamente R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

Uma dessas fintechs movimentou mais de R$ 1 bilhão em espécie, uma prática que não deveria ser viável para essas instituições. Durante a operação, mais de R$ 1 milhão também em espécie foi encontrado em uma das fintechs em investigação.

O secretário ressaltou que a Operação Fluxo Oculto representa uma das maiores iniciativas contra organizações criminosas, destacando não só o valor dos recursos envolvidos, mas também a forma como o Estado abordou o pilar financeiro do crime organizado de maneira inovadora e colaborativa.

Barreirinhas citou operações anteriores que seguiram essa linha, como Carbono Oculto, Spare, Poço de Lobato, além das operações Sem Refino e Compliance Zero, coordenadas pela Polícia Federal.

Avanços Regulamentares após as Investigações

O secretário da Receita Federal indicou que, em decorrência das investigações, houve avanços em várias frentes regulatórias. Entre as melhorias, ele destacou a nova regulação dos fundos de investimento, que agora devem fornecer informações sobre beneficiários finais à Receita Federal, além do alinhamento das declarações de criptoativos ao padrão internacional da OCDE, promovendo a troca de informações com fiscos de outros países.

“Toda essa inteligência está à disposição desse esforço cooperativo e interinstitucional”, concluiu Barreirinhas, afirmando que esse é o caminho para desmantelar definitivamente as organizações criminosas no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Exit mobile version