O leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, está gerando uma grande expectativa no setor de infraestrutura. Três grupos apresentaram propostas: Aena, Zurich Airport e a atual concessionária RioGaleão, que inclui as empresas Changi e Vinci Airports. O interesse desses grupos foi antecipado pela CNN no início do mês.
Importância do Leilão para o Futuro do Aeroporto
A concessão, agendada para o dia 30 de março na B3 em São Paulo, busca reverter um dos casos mais emblemáticos de dificuldades na infraestrutura brasileira na última década. O critério principal de disputa será o maior valor de outorga, com um lance mínimo de R$ 932 milhões. O novo leilão foi estruturado após um processo de repactuação contratual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Histórico e Desafios do Galeão
Em 2013, o terminal foi arrematado por um consórcio liderado por Odebrecht e Changi, em um momento de otimismo econômico e expectativa de crescimento acelerado do setor aéreo, um cenário que não se concretizou. O lance vencedor de R$ 19 bilhões tornou-se insustentável diante da recessão econômica e, posteriormente, dos impactos da pandemia sobre a aviação.
Novas Regras para o Vencedor
O Galeão é uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e desempenha um papel relevante na malha doméstica, tendo movimentado cerca de 18 milhões de passageiros em 2025, o que equivale a 13% do tráfego aéreo nacional. O futuro vencedor assumirá a gestão do ativo sob novas condições. Entre as mudanças, destaca-se o fim da sociedade com a Infraero, que atualmente detém 49% de participação. Além disso, foi retirada a obrigação de construção de uma terceira pista de pousos e decolagens.
Outra alteração importante é o modelo de pagamento: a outorga passará a ser variável, equivalente a 20% do faturamento bruto, substituindo o modelo anterior de pagamento fixo.

