Polícia

Julgamento Henry Borel: defesa avalia saída do novo júri

Julgamento Henry Borel: defesa avalia saída do novo júri

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, se manifestou contra o julgamento sem acesso total às provas do caso Henry Borel. Eles não descartam repetir a atitude do dia 23 de outubro, quando os advogados deixaram o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Em comunicado oficial, a equipe de defesa destaca que a falta de documentos e mídias prejudica a possibilidade de um julgamento justo e imparcial. Eles citam uma recomendação da OAB/RJ, que defende que participar do júri sem examinar o conteúdo completo das evidências pode ser considerado uma infração ética.

Implicações da falta de provas

Os advogados informam que, dos 66 pedidos de acesso aos dados, apenas 30 foram aceitos pelo juiz. A defesa observa que o conteúdo de um notebook de Leniel Borel, que contém mais de 100 GB, foi disponibilizado apenas na última sexta-feira (20). Informações de um celular de Monique Medeiros e de outro aparelho de Leniel também só chegaram na semana passada.

Assim, a equipe legal considera que o tempo disponível para realizar a análise pericial era insuficiente antes da sessão do júri.

Novo júri e desafios legais

A juíza responsável pelo caso advertiu que, se houver um novo abandono considerado ilegítimo, a Defensoria Pública será convocada para assumir a defesa de Jairinho. Durante a audiência, a justiça também decidiu pelo relaxamento da prisão de Monique Medeiros, que poderá responder em liberdade. Entretanto, a prisão preventiva de Dr. Jairinho permanece em vigor.

O Ministério Público manifestou a intenção de recorrer da decisão que concedeu liberdade à mãe de Henry.

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