Política

Greve dos caminhoneiros no governo Temer: impacto na economia

Greve dos caminhoneiros no governo Temer: impacto na economia

Quase oito anos depois da última paralisação, o governo brasileiro está em alerta com a possibilidade de uma nova mobilização de caminhoneiros. Essa pressão surge em um cenário complicado, evidenciado pela escalada do preço do diesel. Recentemente, um pacote de medidas foi anunciado para mitigar os impactos causados pela guerra no Oriente Médio, que inclui a zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de subvenções para os preços nas bombas.

Respostas do governo às inquietações dos caminhoneiros

Nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que haverá sanções para empresas que não cumprirem o pagamento do valor mínimo de frete. A última greve geral da categoria, que teve início em 21 de maio de 2018, começou por conta da alta nos combustíveis e se espalhou rapidamente pelo Brasil, atingindo 25 estados. Na época, o governo de Michel Temer precisou decretar GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que autorizava o uso das Forças Armadas para desobstruir as rodovias.

Impactos da paralisação

A última greve dos caminhoneiros trouxe consequências significativas para diversos setores da economia. Houve cancelamento de voos, suspensão de aulas e problemas na central de abastecimento de alimentos. A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) estimou que o Brasil perdeu cerca de US$ 1 bilhão em exportações durante esse período de mobilização.

Acordo que encerrou a greve

O fim da paralisação ocorreu em 31 de maio de 2018, após o governo ceder nas negociações. O Executivo editou três MPs como parte do acordo: a MP 831/2018, que reservava 30% do frete para cooperativas de autônomos; a MP 832/2018, que instituiu a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas; e a MP 833/2018, que alterou a Lei dos Motoristas, isentando do pagamento de pedágios nas rodovias estaduais. Além disso, o governo reduziu temporariamente o preço do diesel. Na ocasião, o então presidente Temer comentou sobre suas decisões de dialogar com os caminhoneiros, ressaltando a importância do diálogo sobre o uso da força.