Os aluguéis residenciais em alta mostram uma leve variação de 0,30% em fevereiro, mostrando uma desaceleração após o crescimento de 0,65% registrado em janeiro. Os dados foram divulgados pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) no último dia 5 de fevereiro.
No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o índice atingiu 4,05%, abaixo da alta de 5,62% registrada até janeiro. Essa oscilação pode indicar uma fase de estabilização dos aluguéis, especialmente em capitais como São Paulo, onde o comportamento dos preços reflete um ajuste no mercado, após um período de alta intensa. O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, destacou que isso não representa uma queda na demanda, mas sim uma normalização dos preços de locação.
Como o IVAR mede os aluguéis residenciais?
O IVAR foi desenvolvido para acompanhar mensalmente a evolução dos valores de locação de imóveis residenciais no Brasil. As informações são obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários, ao contrário do que era feito anteriormente, que utilizava anúncios de imóveis para coleta de dados. Essa mudança permite uma análise mais precisa do mercado.
Resultados nas principais capitais
Os resultados do IVAR mostram variações significativas nas quatro capitais que compõem o índice. Em São Paulo, o aluguel residencial apresentou uma leve variação, passando de 0,63% em janeiro para 0,03% em fevereiro. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 0,57% para 0,63%. Já em Belo Horizonte, os aluguéis subiram de 0,53% para 0,97%. Por fim, Porto Alegre teve um aumento menor, passando de 0,78% para 0,19%.
No comparativo dos últimos 12 meses, as altas foram bastante distintas: São Paulo registrou um avanço de 2,76%; Belo Horizonte teve um aumento de 8,15%; o Rio de Janeiro, 7,85%; e Porto Alegre, 0,82%.
Expectativas para os próximos anos
As previsões para o mercado de aluguéis até 2026 apontam para uma tendência de menor volatilidade nas taxas mensais. Apesar dessa expectativa de estabilidade, não há indicativos de queda nos valores acumulados em 12 meses. Portanto, o mercado deve continuar a evoluir dentro de um padrão de preços que equilibra a oferta e a demanda, refletindo as condições econômicas atuais.
