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Caso de irmãos desaparecidos no Maranhão: Justiça urgente necessária

Caso de irmãos desaparecidos no Maranhão: Justiça urgente necessária

Desaparecimento de Ágatha e Allan

Dois meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, 4, a investigação ainda não apresentou suspeitos nem conclusões. Os irmãos sumiram em 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, na região do Médio Mearim, no Maranhão. O primo que estava com eles, Anderson Kauã, 8, foi encontrado com vida três dias depois, mas o paradeiro das crianças permanece desconhecido.

À CNN Brasil, a SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão) informou, nesta quarta-feira (4), que o inquérito ainda não foi concluído e que não é possível apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas. A pasta afirmou que a Polícia Civil segue com os trabalhos investigativos e que todas as medidas necessárias vêm sendo adotadas para o esclarecimento do caso.

Desde o desaparecimento, mais de 1.000 pessoas participaram das buscas, entre equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e voluntários.

Linha do tempo do caso

Buscas em terra e no rio

Com o avanço das apurações, as operações se concentraram também no leito do Rio Mearim. Equipes realizaram buscas aquáticas e subaquáticas com o uso de side scan sonar, equipamento que produz imagens detalhadas do fundo do rio mesmo em águas turvas. Ao todo, cerca de 19 quilômetros foram varridos, com prioridade para os três quilômetros iniciais no ponto conhecido como “casa caída”, no povoado São Raimundo, onde cães farejadores indicaram possível passagem das crianças.

Helicópteros, drones com sensores térmicos e cães farejadores também foram utilizados. Segundo a SSP, a área é extensa, com mata fechada, lagos naturais, trilhas de difícil acesso e presença de animais silvestres, o que dificulta os trabalhos. Nas últimas semanas, a força-tarefa realizou uma nova varredura aérea na região, com uso de aeronaves e drones equipados com sensores térmicos. Em solo, agentes refizeram trilhas já percorridas nas primeiras etapas da operação, revisitando pontos considerados estratégicos.

Dois meses depois do desaparecimento, as equipes afirmam ter coberto toda a área delimitada pela investigação. Ainda assim, não foram encontrados vestígios que indiquem o paradeiro de Ágatha e Allan.

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